Brasil Mira Indústria de Alto Valor Agregado para Ampliar Presença no Mercado Alemão

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou o Perfil de Comércio e Investimentos – Alemanha, apresentando um ecossistema detalhado das oportunidades de acesso ao mercado, do impacto do Acordo Mercosul-União Europeia e da relação entre os dois países. O estudo aponta a Alemanha como a quarta maior parceira econômica do Brasil, com a corrente de comércio alcançando US$ 20,9 bilhões em 2025. Ainda que exista complementaridade econômica entre os dois países, em que o Brasil fornece commodities agrícolas e minerais, enquanto a Alemanha se destaca como importante origem de bens industriais e de alto conteúdo tecnológico, há oportunidades para reequilibrar a pauta exportadora brasileira para o país para incluir produtos de maior valor agregado.

De acordo com o levantamento, as exportações brasileiras para o mercado alemão somaram cerca de US$ 6,5 bilhões em 2025, com pauta relativamente concentrada. O principal produto é o café não torrado, responsável por aproximadamente 35% do total, seguido por minérios de cobre e seus concentrados, farelos de soja, motores de pistão, celulose, produtos químicos e ouro não monetário. A balança comercial bilateral é historicamente deficitária para o Brasil, refletindo o peso das importações de bens industriais alemães de maior valor agregado.

Acesse o estudo

Oportunidades de diversificação

O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identifica espaço concreto para ampliar e diversificar a pauta exportadora brasileira para a Alemanha, especialmente em produtos de maior valor agregado. Há oportunidades relevantes em segmentos como café torrado, extratos e essências, máquinas e aparelhos elétricos, artigos de plástico, pneus de borracha, papel e cartão, produtos de madeira e derivados do café.

O mercado alemão, terceira maior economia do mundo e a maior da União Europeia, apresenta grande escala, elevado poder aquisitivo e forte demanda por insumos agrícolas, matérias-primas industriais e produtos diferenciados. A existência de 12 Projetos Setoriais da ApexBrasil com foco na Alemanha reforça o potencial do país para empresas brasileiras de diferentes complexos produtivos.

Acordo Mercosul-União Europeia e desafios regulatórios

A entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia em 2026 tende a melhorar significativamente as condições de acesso ao mercado alemão, pois prevê eliminação tarifária para produtos industriais e agrícolas, além de maior previsibilidade regulatória. O acordo deve reduzir barreiras e aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no maior bloco econômico europeu.

No entanto, o estudo alerta que o acesso ao mercado alemão está sujeito a normas regulatórias europeias rigorosas, como o Regulamento Antidesmatamento (EUDR) e o Mecanismo de Ajuste de Fronteira de Carbono (CBAM), que podem impactar exportações brasileiras de café, soja, madeira, carne bovina, ferro, aço e alumínio. O atendimento a esses padrões representa desafio, mas também oportunidade para empresas que investem em sustentabilidade, rastreabilidade e certificações ambientais.

Investimentos e parcerias estratégicas

No campo dos investimentos, a Alemanha figura entre os principais investidores estrangeiros no Brasil, com estoque de Investimento Estrangeiro Direto (IED) de aproximadamente US$ 40,5 bilhões em 2024. Empresas alemãs mantêm presença histórica e consolidada em setores como automotivo, químico-petroquímico, farmacêutico, máquinas e equipamentos, energia, logística e tecnologia, com investimentos relevantes em expansão produtiva, inovação e infraestrutura.

O estudo Perfil de Comércio e Investimentos – Alemanha já está disponível no portal da ApexBrasil, e oferece um guia completo para empresas que desejam explorar as quase 400 oportunidades identificadas no mercado alemão, seja por meio de exportações, seja por meio de investimentos ou parcerias tecnológicas.

Brasil, país parceiro da Hannover Messe 2026

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) está na linha de frente da organização da participação do Brasil como país parceiro oficial na Hannover Messe 2026, a maior feira industrial do mundo. A presença brasileira no evento reflete uma decisão estratégica da direção da Agência, que vem construindo essa parceria há 2 anos, em sintonia com a retomada da política industrial do país promovida pelo presidente Lula, que recriou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, hoje liderado pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, recolocando a indústria no centro do projeto de desenvolvimento nacional.

Com o programa Nova Indústria Brasil (NIB), implementado pelo governo federal e liderado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o país voltou a contar com uma política industrial estruturada, orientada por inovação, competitividade, sustentabilidade e adensamento das cadeias produtivas. Em 2024, primeiro ano da NIB, a produção industrial brasileira cresceu 3,1%. O programa prevê aportes provenientes do BNDES de R$ 370 bilhões até o final de 2026.

Na feira, o Brasil contará com 6 pavilhões, com mais de 140 empresas expositoras, sendo mais de 300 empresas apoiadas. O país ocupará uma área de mais de 2.700 m² de exposição, dividida nos seguintes halls temáticos: Startups, Pesquisa & Hidrogênio (Hall 11); Energia & Armazenamento (Hall 12); Digitalização & Software (Hall 16); Soluções Industriais & Economia Circular (Hall 17); Automação, Robótica, IA & Segurança Digital (Hall 26); Componentes & Automação (Hall 27). O objetivo é ampliar a visibilidade internacional da indústria brasileira, mostrar a integração do ecossistema brasileiro e reforçar o posicionamento do país como destino de investimentos, tecnologia e negócios.

Como país parceiro oficial da Hannover Messe, o Brasil se apresenta ao mundo como uma potência industrial sustentável, inovadora e competitiva. Unimos a força da nossa indústria, a criatividade das nossas startups, a excelência dos nossos centros de pesquisa e a abundância da nossa matriz energética limpa para oferecer soluções concretas em digitalização, transição energética, descarbonização e manufatura avançada. Do hidrogênio sustentável à inteligência artificial aplicada à indústria, da economia circular à logística sustentável, o Brasil é parceiro estratégico para quem quer produzir com eficiência, tecnologia e responsabilidade ambiental.

A realização desta iniciativa conta com o apoio de importantes instituições que refletem a diversidade e a força do setor produtivo brasileiro. Como parceiros institucionais, destacam-se o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e a Vale. Na categoria de patrocinadores, participam o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a Volkswagen. A iniciativa conta ainda com o apoio de instituições estratégicas para a indústria, a inovação e a cooperação internacional, como a Embraer, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Brasil), a Deutsche Messe, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE) e a Softex, evidenciando a ampla articulação entre governo, setor produtivo e entidades representativas em torno de uma agenda comum de inovação, sustentabilidade e inserção internacional do Brasil.

Fonte: Apex-Brasil

Com Presença do Presidente Lula, ApexBrasil Promove Cúpula Empresarial Espanha-Brasil e Reúne Líderes Empresariais em Barcelona

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e a Confederación Española de Organizaciones Empresariales (CEOE), promove, nesta sexta-feira (17), às 18 horas, em Barcelona, na Espanha, a Cúpula Empresarial Espanha-Brasil. O encontro será realizado no Hotel Melia Torre Melina e reunirá autoridades, lideranças empresariais e representantes de setores estratégicos dos dois países, com as presenças confirmadas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller.

O evento integra a agenda de fortalecimento das relações bilaterais entre Brasil e Espanha, com foco na construção de parcerias sustentáveis e na diversificação das trocas comerciais em um cenário global dinâmico. Buscando aproximar os ecossistemas empresariais e estimular a cooperação em áreas prioritárias para o desenvolvimento econômico, o evento visa ampliar o diálogo econômico e fomentar novas oportunidades de negócios, comércio e investimentos.

“A Cúpula Empresarial Espanha-Brasil reafirma o compromisso do governo Lula com o fortalecimento de parcerias internacionais, promovendo uma agenda de desenvolvimento econômico e ampliação do comércio bilateral que impacta na geração de emprego e renda par ao nosso país. A Espanha é a nossa segunda principal parceira na União Europeia e a quinta no ranking global, um mercado que precisamos cultivar e estimular”, destaca o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller.

A programação contará com a participação de representantes dos setores de alimentos, bebidas e agronegócios; telecomunicações; máquinas e equipamentos; transportes; energia; seguros; e serviços financeiros e relacionados. A diversidade setorial reforça o potencial de complementaridade entre as economias brasileira e espanhola, abrindo espaço para iniciativas conjuntas em inovação, infraestrutura, transição energética e integração produtiva.

Durante a cúpula, serão debatidos temas estratégicos voltados à ampliação do comércio bilateral, à atração de investimentos e à identificação de oportunidades em cadeias produtivas prioritárias. O encontro também será um espaço para troca de experiências, apresentação de casos de sucesso e articulação entre empresas e instituições, com vistas à consolidação de parcerias de longo prazo.

A realização da Cúpula Empresarial Espanha-Brasil reafirma o compromisso da ApexBrasil em apoiar a internacionalização das empresas brasileiras, promover a inserção competitiva do país no mercado global e fortalecer a presença do Brasil em mercados estratégicos.

Relações comerciais Brasil e Espanha

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Espanha alcançou US$ 12,6 bilhões, com superávit de US$ 5,0 bilhões para o Brasil. As exportações brasileiras somaram US$ 8,8 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 3,8 bilhões, consolidando a Espanha como um parceiro estratégico no contexto europeu. A Espanha foi, no período, o 5º principal destino das exportações brasileiras no mundo e o 2º na União Europeia, representando 2,5% das vendas externas do Brasil. Já nas importações, ocupou a 13ª posição global e a 4ª entre os países europeus. Sob a ótica espanhola, o Brasil figura como o 13º fornecedor, com participação de 2,0% em seu mercado.

Em relação aos produtos, destacam-se óleos brutos de petróleo (36,8%), soja (18,2%), farelos e outros alimentos para animais (7,2%) e minérios de cobre e seus concentrados (7,2%), evidenciando o peso da indústria extrativa e do agronegócio. Do lado das importações brasileiras, predominam produtos da indústria de transformação, que representam cerca de 96% da pauta, com destaque para medicamentos (15,3%), óleos combustíveis (11,2%), compostos químicos (5,8%) e partes e peças de veículos (3,6%).

Considerando o potencial de diversificação de mercado, o Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identifica 418 produtos com potencial de exportação para o mercado espanhol, incluindo itens como polietileno de alta densidade, abacates frescos ou secos, partes para motores e carne bovina desossada.

A relação bilateral também se destaca pela forte presença de investimentos espanhóis no Brasil, especialmente nos setores de energia, telecomunicações, infraestrutura e indústria. A Espanha é o 3º maior investidor da União Europeia no país, com estoque de US$ 56,5 bilhões.

No campo setorial, há convergência de interesses em áreas estratégicas como energia e transição energética – com protagonismo do petróleo nas exportações brasileiras – e agronegócio, com potencial de ampliação em produtos como frutas e carne bovina. Esse cenário reforça as oportunidades de aprofundamento da parceria econômica e de expansão do comércio bilateral.

Fonte: Apex-Brasil

Corrente de Comércio Chega a US$ 15,9 Bi na Segunda Semana de Abril/26

Na 2ª semana de abril de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 4,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 15,9 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 10 bilhões e importações de US$ 5,9 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 14,9 bilhões e as importações, US$ 8,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 6,7 bilhões e corrente de comércio de US$ 23 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 97,2 bilhões e as importações, US$ 76,3 bilhões, com saldo positivo de US$ 20,9 bilhões e corrente de comércio de US$ 173,5 bilhões. Esses, e outros dados, foram divulgados nesta segunda-feira (13/4) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 2º Semana de Abril/2026

Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de abril/2026 (US$ 2,1 bi) com a de abril/2025 (US$ 1,5 bi), houve crescimento de 42,2%. Em relação às importações houve crescimento de 4,5% na comparação entre as médias até a 2ª semana de abril/2026 (US$ 1,161 bi) com a do mês de abril/2025 (US$ 1,111 bi).

Assim, até a 2ª semana de abril/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 3.287 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 963,99 milhões. Comparando-se este período com a média de abril/2025, houve crescimento de 26,2% na corrente de comércio.

Exportações e importação por Setor

No acumulado até a 2ª semana do mês de abril/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 115,52 milhões (29,1%) em Agropecuária; de US$ 294,21 milhões (83,8%) em Indústria Extrativa e de US$ 219,52 milhões (29,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 2ª semana do mês de abril/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 68,16 milhões (6,7%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 9,46 milhões (33,4%) em Agropecuária; e de US$ 4,9 milhões (9,0%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC

Abertura de Mercado para o Brasil no Peru e nas Filipinas

O governo brasileiro concluiu negociações que permitirão a exportação de novos produtos agropecuários para o Peru e para as Filipinas.

No Peru, as autoridades aprovaram a exportação de sementes de pimenta da espécie “capsicum baccatum”, que incluem variedades como dedo-de-moça, pimenta-cumari e cambuci. Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários para o país, com destaque para produtos florestais, carne de frango, óleo de soja e café.

Em relação às Filipinas, a abertura de mercado contempla a exportação de grãos secos de destilaria de milho (DDG, na sua sigla em inglês), produto amplamente utilizado na alimentação animal. O país importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 557 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA

Balança Comercial tem Superávit mais Baixo para Março desde 2020

A queda nas exportações de café e o aumento na importação de veículos fizeram a balança comercial registrar o superávit mais baixo para meses de março em seis anos, divulgou nesta terça-feira (7) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 6,405 bilhões.

O resultado representa queda de 17,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o superávit ficou em US$ 7,736 bilhões. O superávit é o mais baixo para meses de março desde 2020, início da pandemia de covid-19, quando o resultado ficou positivo em US$ 4,046 bilhões.

O valor das exportações e das importações ficou o seguinte:

– Exportações: US$ 31,603 bilhões alta de 10% em relação a março do ano passado;

– Importações: US$ 25,199 bilhões, alta de 20,1% na mesma comparação.

O valor das exportações é o segundo maior para meses de março desde o início da série histórica, só perdendo para março de 2023. As importações registraram o maior valor da série, que teve início em 1989.

Setores

Na distribuição por setores da economia, as exportações em março variaram da seguinte forma:

– Agropecuária: +1,1%, com queda de 2 no volume e alta de 3% no preço médio;

– Indústria extrativa: +36,4%, puxada pelo petróleo, com alta de 36,4% no volume e de 0,2% no preço médio;

– Indústria de transformação: +5,4%, com alta de 4,2% no volume e de 1% no preço médio.

Produtos

Os principais produtos responsáveis pela alta das exportações em março foram os seguintes:

– Agropecuária: animais vivos, exceto pescados ou crustáceos (+49,4%); algodão em bruto (+33,6%); e soja (+4,3%).

– Indústria extrativa: outros minerais brutos (+55,9%); outros minérios e concentrados de metais de base (+66,8%); e óleos brutos de petróleo (+70,4%);

– Indústria de transformação: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+29%); combustíveis (+30%); e ouro não monetário (excluindo minérios de ouro e concentrados) (+92,7%).

Apesar do crescimento das exportações agropecuárias, as vendas de café despencaram em março. No mês passado, o Brasil vendeu US$ 437,1 milhão a menos que em março de 2025 (-30,5%). A queda deveu-se à redução de 31% na quantidade exportada, por diferença de cronogramas de embarque.

Em relação ao petróleo bruto, a alta nas exportações chega a US$ 1,971 bilhão em relação a março de 2025. Tradicionalmente, as vendas de petróleo registram forte variação mensal por causa da manutenção programada de plataformas.

No entanto, a expectativa é de queda nos próximos meses por causa da alíquota temporária de 12% de Imposto de Exportação de petróleo, imposta em meados de março como medida para segurar a alta dos combustíveis após o início da guerra no Oriente Médio.

Importações

Em relação às importações, a alta está vinculada principalmente a veículos, cujas compras do exterior subiram US$ 755,7 milhões em março na comparação com o mesmo mês de 2025. Na divisão por categorias, os principais produtos são os seguintes:

– Agropecuária: pescados (+28,9%); frutas e nozes não oleaginosas (+26,6%); e soja (+782%);

– Indústria extrativa: minérios e concentrados de metais de base (+33,7%); carvão não aglomerado (+59,9%); e óleos brutos de petróleo (+19,4%);

– Indústria de transformação: outros medicamentos, incluindo veterinários (+72,2%); adubos ou fertilizantes químicos (+61%) e automóveis de passageiros (+204,2%).

Acumulado

Nos três primeiros meses do ano, a balança comercial registra superávit de US$ 14,175 bilhões, valor 47,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O crescimento deve-se à importação de uma plataforma de petróleo em fevereiro de 2025, operação que não se repetiu em 2026.

A composição ficou a seguinte:

– Exportações: US$ 82,338 bilhões, alta de 7,1% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado;

– Importações: US$ 68,163 bilhões, alta de 1,3% na mesma comparação.

O superávit acumulado é o terceiro maior da série histórica, só perdendo para o primeiro trimestre de 2024 e de 2023.

Projeções

O Mdic atualizou as estimativas para a balança comercial em 2026. Para este ano, a pasta projeta superávit comercial de US$ 72,1 bilhões, alta de 5,9% em relação ao resultado positivo de US$ 68,1 bilhões em 2025. Em janeiro, o ministério tinha estimado superávit de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões neste ano.

Segundo o Mdic, as exportações deverão encerrar o ano em US$ 364,2 bilhões, alta de 4,6% em relação a 2025. As importações deverão chegar a US$ 280,2 bilhões em 2026, aumento de 4,2% na comparação com o ano passado.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em julho. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilhões.

As estimativas do Mdic estão mais otimistas que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, a balança comercial encerrará o ano com superávit de US$ 70 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

Exportações do Brasil no Primeiro Trimestre Crescem 7% na Comparação com Ano Passado

Os dados da Balança Comercial, somente no mês de março de 2026, apresentaram resultados nas exportações que somaram US$ 31,6 bilhões e nas importações, US$ 25,2 bilhões, com saldo positivo de US$ 6,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 56,8 bilhões.

Já de janeiro a março, as exportações totalizam US$ 82,3 bilhões e as importações, US$ 68,2 bilhões, com saldo positivo de US$ 14,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 150,5 bilhões. Esses e outros resultados foram divulgados nesta terça-feira (7/4), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Mensal – Dados Consolidados – Março/2026

Nas exportações, comparados o mês de março / 2026 (US$ 31,6 bilhões) com março / 2025 (US$ 28,73 bilhões), houve crescimento de 10,0%. Em relação às importações houve crescimento de 20,1% na comparação entre o mês de março / 2026 (US$ 25,2 bilhões) com o mês de março / 2025 (US$ 20,99 bilhões).

Assim, no mês de março/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 56,8 bilhões e o saldo foi de US$ 6,4 bilhões. Comparando-se este período com o de março/2025, houve crescimento de 14,3% na corrente de comércio.

Nos comparativos das exportações de janeiro/março 2026 (US$ 82,34 bilhões), com o valor de janeiro/março – 2025 (US$ 76,88 bilhões) houve crescimento de 7,1%. Em relação às importações, houve crescimento de 1,3% entre o valor do período de janeiro/março – 2026 (US$ 68,16 bilhões) com janeiro/março – 2025 (US$ 67,27 bilhões).

Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 150,5 bilhões e apresentou crescimento de 4,4% na comparação entre estes períodos.

Exportações e Importações por Setor

No mês de março/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,09 bilhão (1,1%) em Agropecuária; de US$ 1,96 bilhão (36,4%) em Indústria Extrativa e de US$ 0,81 bilhão (5,4%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado de janeiro/março 2026, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,4 bilhão (2,4%) em Agropecuária; de US$ 3,83 bilhões (22,6%) em Indústria Extrativa e de US$ 1,18 bilhão (2,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

No mês de março/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 4,02 bilhões (20,8%) em produtos da Indústria de Transformação; e de US$ 0,23 bilhão (24,1%) em Indústria Extrativa; houve queda de US$ 0,06 bilhão (10,2%) em Agropecuária.

No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,41 bilhão (2,3%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,34 bilhão (19,9%) em Agropecuária; queda de US$ 0,22 bilhão (7,4%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Agência GOV

Acordo Mercosul-União Europeia Abre Grandes Oportunidades para PMEs no Comércio Internacional

O tratado também incorpora mecanismos específicos voltados para esse público, como acesso a informações mais claras sobre exigências regulatórias

Após mais de duas décadas de negociações e a conclusão técnica em 2019, o acordo entre Mercosul e União Europeia foi promulgado pelo Congresso Nacional, na última terça-feira (17), em um marco histórico para o processo de integração entre os blocos. Considerado o maior acordo comercial já negociado pelo Brasil, o tratado conecta o País a um mercado de cerca de 450 milhões de consumidores com alto poder aquisitivo.

Na prática, o tratado pode tornar produtos brasileiros mais competitivos no mercado europeu, ao mesmo tempo em que reduz custos para empresas que dependem de insumos importados. O acordo também abre espaço para a participação de empresas brasileiras em compras governamentais na União Europeia e fortalece a proteção de marcas, de inovação e de propriedade intelectual.

Incidência para pequenas empresas

Para as Micro, Pequenas e Médias Empresas (PMEs), que historicamente enfrentam maiores barreiras para acessar mercados externos, o acordo representa uma oportunidade concreta de expansão dos negócios. A redução de tarifas, a simplificação de processos e a maior previsibilidade regulatória tendem a diminuir custos e riscos associados à internacionalização.

Oportunidades e desafios

De acordo com a FecomercioSP, o aproveitamento dessas oportunidades dependerá da capacidade de adaptação das empresas às exigências do mercado europeu, incluindo padrões técnicos, ambientais e regulatórios mais rigorosos.

O acordo também pode acelerar transformações internas, incentivando inovação e maior integração às cadeias globais de valor.

Veja a notícia completa em: https://www.fecomercio.com.br/noticia/acordo-mercosul-uniao-europeia-abre-grandes-oportunidades-para-pmes-no-comercio-internacional-1

Fonte: Fecomercio – FECOMERCIO

Caravana do Agro Exportador em Goiânia Debate Rastreabilidade da Carne Bovina e Acesso a Mercados Internacionais

Cerca de 130 pessoas acompanharam, nesta terça-feira (17), em Goiânia (GO), mais uma edição da Caravana do Agro Exportador, promovida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Com foco na cadeia produtiva da carne bovina, o encontro reuniu representantes do setor produtivo e do poder público para debater rastreabilidade e acesso a mercados internacionais.

Realizada em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Goiás (Seapa), a Agrodefesa e o Sistema Faeg/Senar-GO, a programação promoveu o diálogo entre os diferentes elos da cadeia sobre os desafios e as oportunidades para as exportações goianas. Goiás concentra um dos maiores rebanhos bovinos do país, o que torna a ação especialmente relevante para a competitividade do estado e para a ampliação do acesso a mercados mais exigentes.

Durante o evento, representantes do Mapa apresentaram ações da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) voltadas à promoção comercial e ao apoio ao exportador brasileiro. Entre os destaques, estiveram feiras e eventos internacionais de promoção comercial, além de ferramentas como AgroInsight, ConectAgro e Passaporte Agro, que ajudam produtores, cooperativas e empresas a atuar no comércio exterior. Também foram compartilhadas orientações sobre habilitação sanitária, certificações e exigências dos países importadores – temas cada vez mais centrais para quem busca ampliar ou consolidar sua presença em mercados externos.

Os adidos agrícolas do Brasil na China, Leandro Feijó e Jean Gouhie e na União Europeia, Nilton de Morais participaram de forma virtual e apresentaram um panorama sobre o cenário para exportação de carnes, couros e derivados. China e União Europeia estão entre os principais destinos das exportações brasileiras do agronegócio, o que reforça o peso estratégico das exigências desses mercados para o setor produtivo nacional.

A programação também incluiu a apresentação do panorama nacional de implementação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), conduzida por técnicos do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa. Na sequência, a Agrodefesa detalhou as estratégias adotadas para a implantação da política em Goiás, conectando o debate nacional à realidade do estado.

Outro ponto da agenda foi a participação de instituições e parceiros que atuam diretamente no fortalecimento da inserção internacional do agro brasileiro. Houve palestras da ApexBrasil, da CNA, do Banco do Brasil, da Seapa/GO e da plataforma Agro Brasil + Sustentável, ferramenta digital desenvolvida pelo Mapa em parceria com o Serpro, que integra dados de instituições públicas e privadas para gerar informações rastreáveis sobre a produção agropecuária sustentável no país.

A Caravana do Agro Exportador, liderada pela SCRI, integra a estratégia do Mapa de interiorizar a cultura exportadora no país, aproximando produtores e empresas das oportunidades do comércio internacional e preparando os setores produtivos para atender às exigências de mercados cada vez mais competitivos e criteriosos.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA

Exportações do Agro Registram US$ 12,05 Bilhões, Melhor Resultado da Série Histórica em Fevereiro

As exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 12,05 bilhões em fevereiro de 2026, o melhor resultado da série histórica para o mês. O valor representa 45,8% de todas as exportações brasileiras no período.

Em comparação com fevereiro de 2025, houve crescimento de 7,4%, impulsionado principalmente pelo aumento do volume exportado, que avançou 9% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado reflete a estratégia adotada pelo Governo do Brasil, por meio do Ministério da Agricultura e Pecuária, voltada à ampliação e abertura de mercados para os produtos do agro brasileiro.

SALDO – No mesmo período, as importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,5 bilhão, queda de 9,1% em relação a fevereiro de 2025. Com isso, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu superávit de US$ 10,5 bilhões (10,3%).

DESTINOS – A China permaneceu como principal destino das exportações do agro brasileiro, com US$ 3,6 bilhões e participação de 30,5% no total exportado. Em seguida aparecem a União Europeia, com US$ 1,8 bilhão (15,2%), e os Estados Unidos, com US$ 802,9 milhões (7%).

O mês também registrou expansão das exportações para outros países da Ásia, com destaque para o Vietnã, que importou mais de US$ 372,6 milhões em produtos do agro brasileiro (alta de 22,9% em relação a fevereiro de 2025), e para a Índia, com embarques de US$ 357,3 milhões (crescimento de 171,1%). No ranking dos principais destinos do agronegócio brasileiro em fevereiro, Vietnã e Índia ocuparam a 4ª e a 5ª posições, respectivamente.

SETORES – Entre os principais setores exportadores do agro brasileiro em fevereiro destacam-se o complexo soja, com US$ 3,78 bilhões (31,4% do total exportado e alta de 16,4% em relação a fevereiro de 2025), proteínas animais, com US$ 2,7 bilhões (22,5% do total e crescimento de 22,5%), produtos florestais, com US$ 1,27 bilhão (10,5% de participação e recuo de 1%), café, com US$ 1,12 bilhão (9,3% de participação e decréscimo de 0,2%), e o complexo sucroalcooleiro, com US$ 861,35 milhões (7,1% do total e queda de 4,2%).

DIVERSIFICAÇÃO – Além dos produtos tradicionalmente mais exportados, diversos itens que não compõem esse grupo registraram crescimento em fevereiro e reforçaram o potencial de diversificação do portfólio exportador brasileiro. Entre eles, destacam-se:

– Óleo essencial de laranja – recorde em valor (US$ 47,8 milhões; +28,8%) e quantidade (4,1 mil toneladas; +51,0%);

– DDG de milho – recorde em valor (US$ 36,2 milhões; +164,2%) e quantidade (156,4 mil toneladas; +146,1%);

– Farinhas de carne, extratos e miudezas – recorde em valor (US$ 20,1 milhões; +10,5%) e quantidade (45,7 mil toneladas; +36,9%);

– Manteiga, gordura e óleo de cacau – recorde em valor (US$ 17,2 milhões; +25,9%);

– Óleo de milho – recorde em valor (US$ 15,9 milhões; +49,5%) e quantidade (12,6 mil toneladas; +24,9%).

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o resultado reflete o aumento da oferta e o trabalho contínuo de ampliação de mercados. “O Brasil caminha para colher safra recorde nos produtos vegetais e produção crescente nas proteínas animais. Esse aumento da produção amplia o excedente exportável do país e fortalece a presença do agro brasileiro no mercado internacional, demonstrando a capacidade do setor de atender à demanda global com regularidade, qualidade, sanidade e confiança”, afirmou.

Para o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, o desempenho também está relacionado à agenda de acesso a mercados. “O Brasil amplia sua oferta, mas também amplia suas oportunidades de comércio. Foram nove novas aberturas de mercado apenas em fevereiro e 544 desde o início de 2023. Esse resultado reflete a importância de uma agenda contínua de negociação e aproximação com outros países”, destacou.

Resumo completo da Balança Comercial – fevereiro de 2026

Fonte: Agência GOV

Distribuidoras Sugeriram que Petrobras Aumente sua Importação de Diesel, diz Alckmin

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin que as distribuidoras de combustíveis defenderam, em reunião nesta quinta-feira, 12, que a Petrobras aumente a importação de diesel. Ele reforçou que os representantes desses agentes destacaram preocupação com a importação e o suprimento no mercado brasileiro.

Nesta quinta, o governo Lula, além de zerar PIS/Cofins para o óleo diesel e anunciar subsídios a importadores e exportadores, também anunciou medidas de fiscalização e combate à especulação e preços abusivos de combustíveis – num aperto às empresas de distribuição.

Nesta semana, a Petrobras informou que não houve qualquer alteração em relação às entregas de diesel por parte de suas refinarias. A companhia também disse que as entregas estão ocorrendo conforme planejado e “alinhadas aos compromissos comerciais vigentes”. A Petrobras é responsável por cerca de 80% do mercado de refino no País.

Medidas

Uma das medidas será zerar as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre o diesel, o que elimina os dois impostos federais atualmente cobrados sobre o combustível e representa uma redução de R$ 0,32 por litro.

Além disso, uma Medida Provisória vai prever o pagamento de subvenção a produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32 por litro, que deverá ser repassada. Somadas, as duas medidas têm o objetivo de gerar um alívio de R$ 0,64 por litro nas bombas, para conter a pressão de custos ao longo da cadeia.

Veja a notícia completa em: https://www.estadao.com.br/economia/distribuidoras-sugeriram-que-petrobras-aumente-sua-importacao-de-diesel-diz-alckmin/

Fonte: Estadão