Bahia Recebe Oficinas da PNCE para Promover Exportações do Estado

O fortalecimento das exportações de micro, pequenas e médias empresas baianas será o foco das oficinas da Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE) programadas para 12 e 13 de março em Salvador (BA). A iniciativa reúne o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o governo estadual e parceiros nacionais e regionais para discutir estratégias voltadas à ampliação da presença de empresas locais no comércio internacional.

A PNCE prevê a elaboração dos Planos Estaduais de Promoção da Cultura Exportadora, instrumentos construídos em parceria com governos estaduais e instituições locais para identificar desafios, definir estratégias e coordenar ações voltadas ao fortalecimento das exportações.

“A construção colaborativa desses planos alinha esforços federais e regionais para responder às necessidades locais e interiorizar o comércio exterior, ampliando a base exportadora e levando os benefícios do comércio exterior a mais locais, empresas e famílias”, afirma a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

As oficinas serão presenciais na sede do Banco do Nordeste (BNB), sob coordenação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), que preside o Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora (CNPCE), em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) da Bahia.

Os participantes irão analisar o contexto local, definir estratégias e detalhar informações para a elaboração do Plano Estadual de Promoção da Cultura Exportadora. Cerca de 30 técnicos de instituições federais e estaduais devem participar.

“Além de conceder protagonismo aos estados, a construção colaborativa dos planos estaduais da PNCE une exercícios de inteligência comercial da Secex ao conhecimento estratégico dos atores locais, elemento essencial para que o plano reflita as vocações produtivas e necessidades regionais e para que sua posterior implementação pelo estado seja mais efetiva e bem-sucedida”, destacou Janaína Silva, diretora de Promoção das Exportações e Facilitação do Comércio do MDIC.

Em 2025, a Bahia exportou US$ 11,6 bilhões e registrou recorde no número de empresas exportadoras, com 583 empresas vendendo para o exterior. Desse total, 189 eram micro e pequenas empresas. Entre os principais produtos exportados estão soja, óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, celulose, ouro não monetário, algodão, café e cacau. Os principais destinos foram China, Canadá, Estados Unidos, Singapura, Argentina e Panamá.

PNCE

Instituída em 2023 pelo governo federal, a Política Nacional de Cultura Exportadora conta com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e busca promover a cultura exportadora no Brasil de forma coordenada e estruturada, estimulando a participação de governos estaduais e de instituições públicas e privadas ligadas ao comércio exterior.

A construção dos planos estaduais começou em 2023 com projeto-piloto no Pará. Em 2024, avançou para Pernambuco e Rondônia. Em 2025, os trabalhos ocorreram em Mato Grosso, Tocantins, Amapá e Espírito Santo. Para o primeiro semestre de 2026, está prevista a elaboração dos planos estaduais da Bahia, Piauí e Roraima.

A Política conta tem um Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora presidido pelo MDIC e integrado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA); Ministério das Relações Exteriores (MRE); Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA); Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

O colegiado conta, ainda, com a participação de todos os estados da federação e do Distrito Federal, além doMinistério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Brasil (BB), da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios), da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), da Confederação Nacional de Serviços (CNS), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP)..

Saiba mais em PNCE.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC

Alckmin Anuncia Regulamentação de Salvaguardas para Fortalecer Proteção à Produção Brasileira em Acordos Comerciais

O governo federal trabalha na edição de um decreto para regulamentar as salvaguardas previstas em acordo comerciais firmados pelo Brasil. O anúncio foi feito pelo presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, nesta quinta-feira (19/02), Caxias do Sul (RS), onde ele participou da abertura da 35ª Festa Nacional da Uva e Feira Agroindustrial.

A medida deverá abranger os acordos comerciais atuais e futuros celebrados pelo país. Trata-se de uma regulamentação horizontal, voltada a conferir maior transparência, previsibilidade e segurança jurídica aos procedimentos de aplicação de salvaguardas bilaterais, beneficiando potenciais usuários do instrumento, como setores da indústria e do agronegócio. A regulamentação ganha relevância no contexto de expansão inédita da rede de acordos comerciais do Mercosul. Desde 2023, foram concluídos acordos com Singapura, com os países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e, mais recentemente, com a União Europeia, ampliando em 2,5 vezes a parcela da corrente de comércio brasileira coberta por preferências tarifárias.

Em um cenário anterior, de menor cobertura comercial, eventuais salvaguardas podiam ser aplicadas com base nas regras multilaterais gerais, sem necessidade de disciplina específica. No novo contexto de ampliação expressiva dos compromissos preferenciais, torna-se oportuno estabelecer regras claras e estruturadas para os mecanismos próprios dos acordos.

“O presidente Lula vai regulamentar a salvaguarda por decreto. Então você pode lidar com aquele problema adotando uma medida de restrição comercial para aquele item. Se tiver um aumento grande de importação, a salvaguarda pode imediatamente ser acionada”, afirmou Alckmin.

Assim, o governo terá ferramentas para suspender o efeito do acordo para o item específico e proteger a produção brasileira em caso de aumento repentino de importações que causem prejuízo grave aos setores.

Salvaguardas em acordos comerciais

As salvaguardas são instrumentos típicos de acordos comerciais que permitem que um país reaja a surtos de importação decorrentes da redução tarifária negociada, quando esses aumentos causem ou ameacem causar dano grave à produção nacional.

A regulamentação estabelecerá procedimentos, prazos e condições para investigação e eventual aplicação dessas medidas, garantindo segurança jurídica tanto para os setores produtivos quanto para parceiros comerciais.

As salvaguardas podem ser instrumentalizadas de diferentes formas, entre elas:

– estabelecimento de cotas, acima das quais as importações deixam de se beneficiar das preferências do acordo;

– suspensão temporária da redução do imposto de importação (desgravação) prevista no cronograma do acordo;

– restabelecimento do nível tarifário original, anterior ao acordo.

Cronograma de desgravação com a União Europeia

Alckmin também esclareceu que o acordo Mercosul – União Europeia prevê calendário de implementação com prazos diferenciados para adaptação dos produtores nacionais às novas condições previstas pelo acordo. “A desgravação, no caso do vinho, por exemplo, se dará em 8 anos. No caso do espumante, se dará em 12 anos”, explicou o ministro durante a Festa da Uva.

O presidente em exercício ressaltou, ainda, o momento positivo do comércio exterior brasileiro e destacou os acordos comerciais fechado pelo Mercosul com Singapura, em 2023, com Efta, em 2025, e com UE, em janeiro de 2026. Com esses acordos, a corrente de comércio brasileira beneficiada por preferências comerciais mais que dobra, passando de 12% para 31,2%.

O acordo Mercosul-UE foi um dos temas da reunião de trabalho do ministro Geraldo Alckmin com o setor produtivo gaúcho, realizada antes da abertura da Festa da Uva. Também foram tratadas questões como reforma tributária, tarifaço dos EUA e o Move Brasil, que oferece crédito com taxa de juros mais baixas para a compra de caminhões.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC

Brasil e Equador Divulgam Nota Conjunta sobre Avanços na Agenda Agrícola Bilateral

Os governos do Brasil e do Equador divulgaram nota conjunta após reunião oficial realizada em Quito. O encontro deu continuidade aos entendimentos firmados durante a visita do presidente equatoriano ao Brasil, em 2025, e tratou de avanços comerciais e cooperação técnica no setor agropecuário:

NOTA CONJUNTA

MINISTÉRIO DE AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL E MINISTÉRIO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E PESCA DO EQUADOR

11 de fevereiro de 2026

O Ministro de Agricultura, Pecuária e Pesca do Equador, Juan Carlos Vega, e o Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, Luís Rua, mantiveram reunião oficial, em Quito, Equador. O objetivo do encontro foi dar seguimento aos entendimentos alcançados por ocasião da visita do Presidente da República do Equador, Daniel Noboa Azín, ao Brasil, em julho de 2025. Nesse contexto, as autoridades abordaram os principais pontos da agenda agrícola bilateral:

No âmbito comercial, anunciaram a abertura do mercado brasileiro a pimentões, limões e peles de animais bovinos provenientes do Equador; e de farinhas de sangue bovino e de vísceras de aves produzidas pelo Brasil ao mercado equatoriano. Adicionalmente, avançaram discussões técnicas relativas ao acesso equatoriano ao mercado brasileiro de camarões e bananas; bem como ao acesso ao Equador de produtos brasileiros como feijões e aqueles provenientes da suinocultura. Acordaram, nesse sentido, seguir trabalhando de maneira célere em favor da abertura de seus mercados a produtos de interesse de cada país.

Em relação à cooperação técnica no âmbito agrícola, manifestaram interesse conjunto em fortalecer a cooperação entre o Instituto Nacional de Pesquisas Agropecuárias (INIAP) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), inclusive por meio da negociação de Memorando de Entendimento entre as partes, para abordar temas como melhoramento genético de animais e cultivos; combate a enfermidades em cultivos como banana e cacau; fixação de nitrogênio no solo; e intercâmbio de melhores práticas em termos de governança e de avaliações de impacto. O Secretário Luís Rua estendeu convite ao Diretor-Executivo do INIAP, Raúl Jaramillo Velástegui, para visitar o Brasil junto a sua equipe com vistas a concretizar esses entendimentos.

Ao final da reunião, o Secretário Luís Rua agradeceu ao Ministro Juan Carlos Vega pela hospitalidade dispensada durante sua estada na cidade de Quito e manifestou intenção de recebê-lo, em Brasília, no mês de março de 2026, por ocasião da LARC-39, período de sessões da Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA

Brasil Embarca Primeira Carga de DDG para a China e Avança na Consolidação de Padrões Oficiais de Qualidade

Como resultado do trabalho conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), partiu no sábado (14) o primeiro navio carregado com DDG (Dried Distillers Grains), coproduto da produção de etanol de milho, com destino à China. A operação marca um avanço na pauta exportadora brasileira.

O cargueiro esteve atracado no Porto de Imbituba (SC), de onde saiu com aproximadamente 62 mil toneladas do produto – a primeira remessa enviada ao mercado chinês após a recente abertura comercial.

Após a assinatura do protocolo sanitário bilateral, o Mapa, por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), iniciou o processo de registro, habilitação e inspeção das plantas produtoras interessadas em acessar o novo mercado. Ao todo, 13 estabelecimentos brasileiros foram oficialmente autorizados a exportar DDG para a China, após avaliações técnicas que verificaram boas práticas de fabricação, controles de segurança, rastreabilidade e demais requisitos exigidos pelas autoridades chinesas.

O DDG vem ganhando relevância no mercado internacional. O Brasil, terceiro maior produtor mundial de milho, exportou aproximadamente 791 mil toneladas do insumo em 2024. No mesmo ano, a China importou mais de US$ 66 milhões em produtos dessa natureza, destinados à alimentação animal.

Em 2025, o desempenho brasileiro foi ainda mais expressivo. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), o país exportou 879.358 toneladas de DDG e DDGS para 25 mercados, crescimento de 9,77% em relação a 2024. O resultado fortalece os chamados Brazilian Distillers Grains como importantes vetores de agregação de valor à cadeia do milho e da bioenergia.

O avanço está diretamente relacionado à expansão da indústria de etanol de milho, que projeta para a safra 2025/2026 a produção de quase 10 bilhões de litros de etanol, acompanhada do aumento na oferta de coprodutos derivados do processamento de grãos.

A combinação entre abertura de novos mercados e ampliação da capacidade produtiva reforça o papel do Brasil como fornecedor confiável e competitivo na cadeia global de nutrição animal e bioenergia.

O que é DDG?

DDG é a sigla em inglês para Distillers Dried Grains (grãos secos de destilaria). Trata-se de um coproduto obtido no processamento do milho para a produção de etanol. Após a fermentação e a destilação, os componentes não convertidos em álcool (como proteínas, fibras e lipídios) são concentrados e secos, resultando no DDG.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA

Alckmin: Brasil quer Ampliar, Diversificar e Qualificar Investimentos com a Rússia

A agenda bilateral de comércio, investimentos e cooperação econômica entre Brasil e Rússia foi tema da VIII Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação (CAN), realizada, nesta quinta-feira (5/2) em Brasília. O encontro foi copresidido pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e pelo primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin.

Na abertura do encontro, Alckmin enfatizou o potencial estrutural da relação bilateral.

“Brasil e Rússia são economias de grande escala, dotadas de ampla base produtiva, recursos naturais estratégicos, capacidade tecnológica e mercados internos relevantes. Essa combinação cria oportunidades concretas para ampliar, diversificar e qualificar nossa cooperação econômica e comercial”, afirmou.

Em sua fala, Alckmin indicou as frentes estratégicas para o avanço conjunto.

“A agenda da CAN reflete prioridades claras: cooperação industrial, fortalecimento do agronegócio, energia, ciência, tecnologia e inovação, infraestrutura, logística e desenvolvimento sustentável. Em todas essas áreas, buscamos promover integração produtiva, parcerias empresariais e cooperação tecnológica”.

Ele também posicionou a parceria no contexto da política de modernização produtiva brasileira.

“O governo brasileiro tem adotado uma política consistente de neoindustrialização, baseada em inovação, sustentabilidade e inclusão. Queremos uma indústria mais verde, mais digital e mais integrada às cadeias globais de valor”, garantiu Alckimin.

Principal instância de coordenação intergovernamental entre os dois países, a comissão orienta iniciativas para ampliar negócios, estimular investimentos produtivos e fortalecer parcerias estratégicas. Em 2025, a corrente comercial Brasil-Rússia alcançou US$ 10,9 bilhões, com US$ 1,5 bilhão em exportações brasileiras e US$ 9,4 bilhões em importações.

O primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, contextualizou a cooperação no plano geopolítico e avaliou que a relação econômica vem ganhando força com novos projetos conjuntos.

“A cooperação entre Brasil e Rússia está se desenvolvendo positivamente e, o mais importante, está se preenchendo com novos projetos benéficos para diferentes áreas, e estamos interagindo ativamente na área comercial e econômica”.

O primeiro-ministro também reconheceu a importância do Brasil para o comércio exterior russo e o intercâmbio bilateral.

“O Brasil, para nós, é o principal parceiro econômico na América Latina e concentra metade de todo o volume comercial, além de manter posições de liderança entre os fornecedores de produtos alimentares, principalmente de carne e café. A cooperação permite contribuir conjuntamente para garantir a segurança alimentar.”

Declaração conjunta da VIII Reunião da CAN

Ao final da reunião, o vice-presidente e o primeiro-ministro russo assinaram declaração conjunta na qual confirmaram o compromisso recíproco com a continuação da parceria entre os dois países, visando à ampliação dos projetos de cooperação nas diversas esferas que correspondem aos interesses nacionais de ambos os países.

As autoridades também avaliaram positivamente a dinâmica e o caráter construtivo e de confiança do diálogo político bilateral. E enfatizaram a importância do encontro do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Presidente da Federação da Rússia, Vladimir Vladimirovich Putin, ocorrido em Moscou, em 9 de maio de 2025.

Fonte: Agência GOV

Balança Comercial tem Segundo Melhor Resultado para Janeiro

A balança comercial registrou o segundo maior superávit para meses de janeiro desde o início da série histórica, beneficiada pela queda das importações, divulgou nesta quinta-feira (5) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 4,342 bilhões, alta de 85,8% em relação ao superávit de US$ 2,337 bilhões no mesmo mês de 2025.

O resultado da balança comercial para meses de janeiro só perde para 2024. Naquele mês, houve superávit de US$ 6,196 bilhões.

O valor das exportações e das importações:

– Exportações: US$ 25,153 bilhões, queda de 1% em relação a janeiro do ano passado;

– Importações: US$ 20,810 bilhões, queda de 9,8% na mesma comparação.

O valor das exportações é o terceiro melhor para meses de janeiro desde o início da série histórica, em 1989, só perdendo para janeiro de 2024 e de 2025. As importações registraram o segundo melhor janeiro da série, só perdendo para o mesmo mês do ano passado.

Setores

Na distribuição por setores da economia, as exportações em janeiro variaram da seguinte forma:

– Agropecuária: 2,1%, com queda de 3,4% no volume e alta de 5,3% no preço médio;

– Indústria extrativa: -3,4%, com alta de 6,2% no volume e queda de 9,1% no preço médio;

– Indústria de transformação: -0,5%, com recuo de 0,6% no volume e de 0,1% no preço médio.

Produtos

Os principais produtos responsáveis pela queda das exportações em janeiro foram os seguintes:

– Agropecuária: café não torrado (-23,7%); algodão bruto (-31,2%); e trigo e centeio não moídos (-33,6%);

– Indústria extrativa, óleos brutos de petróleo (-7,8%); e minério de ferro (-8,6%);

– Indústria de transformação: óxido de alumínio, exceto corindo artificial (-54,6%); açúcares e melaços (-27,2%) e tabaco (-50,4%).

No caso do agronegócio, as exportações de soja cresceram 91,7% em relação a janeiro do ano passado, por causa da antecipação de embarques, e as vendas de milho não moído aumentaram 18,8%.

Em relação ao petróleo bruto, a queda nas exportações chega a US$ 364,6 milhões em relação a janeiro de 2025. Tradicionalmente, as vendas de petróleo registram forte variação mensal por causa da manutenção programada de plataformas.

Em relação às importações, a queda está vinculada ao petróleo e à desaceleração da economia, com a diminuição dos investimentos. 

Na divisão por categorias, os principais produtos são os seguintes:

– Agropecuária: cacau bruto ou torrado (-86,3%); e trigo e centeio não moídos (-35,5%);

– Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (-49,8%); e gás natural (-15,8%);

– Indústria de transformação: motores e máquinas não elétricos (-66,8%); óleos combustíveis de petróleo (-17,5%); e partes e acessórios de veículos (-20,4%).

Projeções

Para este ano, o MDIC projeta superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões. As exportações devem encerrar o ano entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões e as importações entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o MDIC, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril. 

No ano passado, a balança comercial registrou superávit de US$ 68,3 bilhões. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilhões.

As estimativas do MDIC estão mais otimistas que as das instituições financeiras. Segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, a balança comercial encerrará o ano de 2026 com superávit de US$ 67,65 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

Brasil e Rússia Avançam na Cooperação Cultural durante 8ª Reunião da Comissão de Alto Nível

O Ministério da Cultura (MinC) participou, nesta quinta-feira (5), da 8ª Reunião da Comissão Brasil-Rússia de Alto Nível de Cooperação (CAN), em Brasília, instância máxima do diálogo intergovernamental entre os dois países. Copresidido pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e pelo primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, o encontro reuniu ministros, vice-ministros e dirigentes governamentais para tratar de temas estratégicos da relação bilateral, como comércio, energia, agricultura, ciência, tecnologia e cooperação cultural.

Ao abrir a reunião, Alckmin destacou o caráter estrutural da relação entre os dois países e as oportunidades para ampliar o intercâmbio em diferentes áreas. “Parcerias sólidas não dependem apenas da conjuntura, mas de interesses estruturais bem compreendidos. Brasil e Rússia são economias de grande escala, dotadas de ampla base produtiva, recursos naturais estratégicos, capacidade tecnológica e mercados internos relevantes. Essa combinação cria oportunidades concretas para ampliar, diversificar e qualificar nossa cooperação econômica e comercial. Podemos avançar também no intercâmbio cultural e educacional, promovendo um esforço conjunto de troca de conhecimento e de aprendizado mútuo das culturas”, afirmou o vice-presidente.

O primeiro-ministro russo ressaltou o avanço gradual da cooperação bilateral e o surgimento de novos projetos conjuntos. “A cooperação entre Rússia e Brasil avança de forma gradual e se consolida com novos projetos mutuamente benéficos. O Brasil é hoje nosso principal parceiro econômico na América Latina, e as transformações da economia global, a digitalização e a transição energética abrem novas oportunidades para ampliar essa parceria”, destacou Mishustin.

Na pauta dedicada à cultura, o secretário-executivo do MinC destacou que o diálogo com a Rússia tem se intensificado nos últimos anos, com resultados concretos e iniciativas estruturantes, ressaltando a evolução institucional da agenda cultural bilateral. A reunião contou com a presença da ministra da Cultura da Federação da Rússia, Olga Borissovna Liubimova.

“Desde a reunião da Comissão Intergovernamental, na qual estive presente na Rússia em 2023, nossas relações na área cultural têm avançado de maneira consistente. Naquela ocasião, nosso Ministério da Cultura participou da primeira reunião do Grupo de Trabalho sobre Cultura da Comissão, oportunidade em que assinamos um Memorando de Entendimento voltado à cooperação em música, teatro, artes populares, bibliotecas e literatura”, afirmou.

Márcio Tavares também apresentou os principais eixos defendidos pelo Brasil para aprofundar a parceria, com destaque para o fortalecimento do setor audiovisual, a cooperação em preservação do patrimônio cultural, museus e bibliotecas, e a ampliação de programas de residências artísticas. “Estamos confiantes de que esta 8ª Reunião da Comissão de Alto Nível reafirma a solidez da relação cultural entre Brasil e Rússia e projeta novos avanços que refletem o dinamismo e a diversidade de nossas sociedades”, afirmou o secretário-Executivo, ao destacar o caráter estratégico da agenda cultural bilateral.

A 8ª Reunião da CAN ocorre em um contexto de intensificação das relações bilaterais entre Brasil e Rússia. Em 2025, o comércio entre os dois países alcançou US$ 10,9 bilhões, com US$ 1,5 bilhão em exportações brasileiras e US$ 9,4 bilhões em importações com origem na Rússia.

Fonte: Agência GOV

Agronegócio Exporta US$ 13,4 Bilhões em Novembro e Responde por quase Metade das Vendas Externas do País

Novembro trouxe mais um resultado sólido para o agronegócio brasileiro. As exportações alcançaram US$ 13,4 bilhões, um crescimento de 6,2% em relação ao mesmo mês de 2024, impulsionado pelo aumento do volume embarcado (+6,5%), mesmo em um cenário de preços internacionais mais moderados. O mês consolidou-se como o segundo melhor novembro da série histórica.

De janeiro a novembro de 2025, as exportações do agronegócio somaram US$ 155,25 bilhões, o maior valor já registrado para o período e 1,7% acima do mesmo período do ano passado. As vendas externas seguem cumprindo seu papel complementar ao mercado interno: ampliam escala, fortalecem cadeias produtivas, geram empregos e renda e estimulam investimentos em todas as regiões do país.

China (US$ 52,02 bilhões, +10,0%), União Europeia (US$ 22,89 bilhões, +5,4%) e Estados Unidos (US$ 10,48 bilhões, -4,0%) seguem entre os principais destinos do agro brasileiro no acumulado de janeiro a novembro. Outros mercados relevantes também ampliaram suas compras no período, como Índia (US$ 3,02 bilhões, +11,0%) e México (US$ 3,0 bilhões, +8,5%), movimento que aponta para uma expansão geográfica gradual e consistente, com ganhos distribuídos em diferentes regiões.

Em novembro, a soja em grãos somou US$ 1,83 bilhão (+64,6%), a carne bovina atingiu US$ 1,75 bilhão (+51,8%) e o café verde chegou a US$ 1,5 bilhão (+9,1%). Tanto a carne bovina quanto o café registraram recordes em valor, enquanto o volume exportado de carne bovina ultrapassou 318 mil toneladas, o maior já registrado para um mês de novembro.

No acumulado de janeiro a novembro, o Brasil exportou 3,15 milhões de toneladas de carne bovina, alta de 18,3% em relação ao mesmo período de 2024. A receita atingiu US$ 16,18 bilhões (+37,5%). Já em novembro, as exportações de miudezas bovinas também bateram recorde, somando 27,1 mil toneladas. Esse avanço se refletiu diretamente em mercados que tiveram novos acessos em 2025. A Indonésia, por exemplo, habilitou 17 novas plantas frigoríficas e passou a importar carne bovina com osso e miúdos, aumentando as compras em 579%. As Filipinas, que também abriram o mercado para esses produtos, elevaram as importações em 35%. Esses resultados mostram como aberturas e novas habilitações fortalecem a presença do produto brasileiro no mundo.

Tanto a celulose quanto o algodão não cardado nem penteado registraram recordes de valor e volume em novembro. A celulose alcançou US$ 939,2 milhões (+8,6%) e 1,85 milhão de toneladas (+14,3%), enquanto o algodão somou US$ 640,1 milhões (+18,6%) e 402,5 mil toneladas exportadas (+34,4%).

As exportações de feijões e pulses seguem em crescimento, apoiadas nas aberturas de mercado conquistadas desde 2023, como Rússia, Líbano, Costa Rica e Peru para feijões, e China, Coreia do Sul, Malásia e África do Sul para gergelim. Em novembro, o gergelim registrou recorde histórico, com US$ 70,9 milhões (+20%) exportados e 72,3 mil toneladas embarcadas (+47,7%). Os feijões também atingiram recorde em quantidade exportada (48,3 mil toneladas, +6,8%).

Desde 2023, foram abertos 500 novos mercados para produtos do agronegócio. Além disso, ferramentas como o AgroInsight e a Caravana do Agro Exportador têm aproximado produtores e cooperativas de oportunidades em novos mercados, levando informação qualificada que estimula e apoia a entrada de pequenos e médios exportadores no mercado internacional. Somente o AgroInsight já identificou mais de 800 oportunidades em 38 países. Os resultados positivos de novembro refletem o esforço contínuo do Governo Federal em ampliar as oportunidades de negócios nos diversos segmentos do setor agropecuário.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA

Brasil Manifesta Preocupação com Reforma Tarifária Aprovada no México

O governo brasileiro acompanha com atenção e preocupação a reforma tarifária aprovada pelo Congresso do México que prevê a aplicação de tarifas de até 50% sobre importações de países sem acordo de livre-comércio com o México.

Em nota conjunta divulgada nesta sexta-feira (12), o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informaram que aguardam a publicação do texto final da lei para avaliar os impactos sobre as exportações brasileiras.

Aprovada na quinta-feira (11), a medida mexicana estabelece alíquotas entre 5% e 50% sobre cerca de 1,5 mil produtos de 17 setores estratégicos, como automóveis e autopeças, vestuário, plástico, siderurgia e eletrodomésticos. Além do Brasil, países como China, Índia, Coreia do Sul, Rússia e África do Sul também serão afetados. A previsão é que as novas tarifas entrem em vigor a partir de 1º de janeiro.

Segundo o governo brasileiro, o setor automotivo tende a ser pouco impactado, já que Brasil e México mantêm um acordo setorial de livre comércio. Ainda assim, há preocupação de que a elevação tarifária possa reduzir as preferências bilaterais existentes em outros segmentos e afetar negativamente o comércio e os investimentos entre os dois países, a depender das listas finais de produtos que serão publicadas.

“O Brasil tem mantido contato com autoridades mexicanas para tratar dos possíveis efeitos das mudanças tarifárias”, afirma a nota conjunta.

O governo ressalta que a relação bilateral é marcada por diálogo franco e visão estratégica compartilhada e defende que decisões unilaterais com impacto comercial sejam analisadas à luz do compromisso com previsibilidade, segurança jurídica e aprofundamento da integração produtiva.

O governo brasileiro reiterou que seguirá engajado em diálogo construtivo com o México para preservar o ambiente de cooperação e assegurar condições favoráveis ao comércio e aos investimentos entre os dois países.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que até 15% das exportações brasileiras ao México possam ser afetadas. Para a entidade, o momento exige intensificação do diálogo bilateral.

Momento sensível

A aprovação do projeto ocorreu em caráter de urgência no Senado mexicano, por 76 votos a favor, cinco contrários e 35 abstenções. Parlamentares que se abstiveram criticaram a tramitação acelerada da proposta e apontaram risco de impacto inflacionário. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, apoia a iniciativa e deve sancionar a lei nos próximos dias.

A decisão ocorre em um momento sensível para o México, às vésperas da revisão, prevista para 2026, do acordo de livre comércio com Estados Unidos e Canadá. O presidente norte-americano, Donald Trump, tem pressionado o governo mexicano, acusando o país de servir como rota de entrada de produtos chineses nos Estados Unidos. O governo chinês criticou a medida e afirmou que o protecionismo traz prejuízos à economia global.

Embora o governo mexicano afirme que a lei atinge apenas países sem acordos comerciais amplos, o Brasil mantém entendimentos setoriais com o México. Atualmente, o país é destino de 2,25% das exportações brasileiras, mas ocupa o sexto lugar entre os principais mercados de janeiro a novembro de 2025, com cerca de US$ 7 milhões exportados no período.

Fonte: Agência Brasil

Brasileiros Vendem US$ 18,5 Milhões no Egito

A primeira quinzena de dezembro foi período de negócios, conquista de clientes e de estreitamento das relações para brasileiros no Egito, país árabe do Norte da África. Oito empresas que participaram como expositoras da feira Food Africa, que se encerrou nesta sexta-feira (12) na capital egípcia, o Cairo, relataram US$ 18,5 milhões em negócios fechados na mostra, além de expectativa de US$ 53 milhões em vendas nos próximos 12 meses a partir dos contatos feitos.

As empresas expuseram na Food Africa pelo Projeto Halal do Brasil, levado adiante pela Câmara Árabe e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) para fomentar o fornecimento de alimentos halal produzidos no Brasil a mercados com consumidores muçulmanos. Os produtos halal são aqueles feitos segundo as regras do islamismo.

Também pelo projeto que fomenta esse comércio, em 2024, dez empresas participaram da feira no Egito, com negócios de US$ 7,59 milhões feitos durante a mostra e expectativa de US$ 34,08 milhões em vendas em doze meses. Enquanto no ano passado, foram 475 as reuniões de negócios, nesta edição os expositores brasileiros relataram 578 contatos comerciais realizados na feira.

De acordo com a diretora de Relações Institucionais da Câmara Árabe, Fernanda Baltazar, que acompanhou a missão, as empresas estavam interessadas não apenas em exportar, mas também em importar. O Egito tem com o Mercosul um acordo de livre comércio, que além de favorecer a entrada de produtos brasileiros no Egito, beneficia também as exportações egípcias ao Brasil. Esse acordo terá a queda total das tarifas de importação em 2026. “O mercado do Egito tem crescido bastante”, disse Baltazar, lembrando do acordo e que o país é também um hub de comércio com a África.

Outra frente de aproximação do Brasil com o Egito foi a agenda de encontros que as lideranças da Câmara Árabe tiveram no país no início de dezembro. O presidente da instituição, William Adib Dib Junior, e o vice-presidente de Relações Internacionais e secretário-geral, Mohamad Orra Mourad, acompanhados pelo diretor do escritório da Câmara Árabe no Cairo, Michael Gamal, e pela diretora de Relações Institucionais do escritório, Rania Mohamed Hagrass, tiveram reuniões com os setores público e privado do Egito.

Também foram feitas reuniões com o presidente do Conselho Empresarial Egípcio-Brasileiro, Emad El-Sewedy, com a temática da reativação do conselho, com o vice-presidente para Investimento e Promoção da Zona Econômica do Canal de Suez, Moustafa Shaikhon, sobre o estabelecimento de espaço para empresas brasileiras na zona, e com o chefe da Autoridade Aduaneira Egípcia, Ahmed Amawy, sobre a implementação da plataforma Ellos, da Câmara Árabe, para digitalizar os trâmites de comércio entre o Brasil e o Egito.

“Em função do acordo comercial Mercosul-Egito, todos enxergam o Brasil como um país muito importante para as exportações egípcias”, afirmou Mourad para a reportagem da ANBA dando sua impressão geral dos encontros no Egito. De acordo com o secretário-geral, os egípcios têm interesse não apenas no próprio mercado brasileiro, mas em fazer do país um hub de comércio com a América Latina.

Fonte: Agência Anba – Anba