Com Presença do Presidente Lula, ApexBrasil Promove Cúpula Empresarial Espanha-Brasil e Reúne Líderes Empresariais em Barcelona

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e a Confederación Española de Organizaciones Empresariales (CEOE), promove, nesta sexta-feira (17), às 18 horas, em Barcelona, na Espanha, a Cúpula Empresarial Espanha-Brasil. O encontro será realizado no Hotel Melia Torre Melina e reunirá autoridades, lideranças empresariais e representantes de setores estratégicos dos dois países, com as presenças confirmadas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller.

O evento integra a agenda de fortalecimento das relações bilaterais entre Brasil e Espanha, com foco na construção de parcerias sustentáveis e na diversificação das trocas comerciais em um cenário global dinâmico. Buscando aproximar os ecossistemas empresariais e estimular a cooperação em áreas prioritárias para o desenvolvimento econômico, o evento visa ampliar o diálogo econômico e fomentar novas oportunidades de negócios, comércio e investimentos.

“A Cúpula Empresarial Espanha-Brasil reafirma o compromisso do governo Lula com o fortalecimento de parcerias internacionais, promovendo uma agenda de desenvolvimento econômico e ampliação do comércio bilateral que impacta na geração de emprego e renda par ao nosso país. A Espanha é a nossa segunda principal parceira na União Europeia e a quinta no ranking global, um mercado que precisamos cultivar e estimular”, destaca o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller.

A programação contará com a participação de representantes dos setores de alimentos, bebidas e agronegócios; telecomunicações; máquinas e equipamentos; transportes; energia; seguros; e serviços financeiros e relacionados. A diversidade setorial reforça o potencial de complementaridade entre as economias brasileira e espanhola, abrindo espaço para iniciativas conjuntas em inovação, infraestrutura, transição energética e integração produtiva.

Durante a cúpula, serão debatidos temas estratégicos voltados à ampliação do comércio bilateral, à atração de investimentos e à identificação de oportunidades em cadeias produtivas prioritárias. O encontro também será um espaço para troca de experiências, apresentação de casos de sucesso e articulação entre empresas e instituições, com vistas à consolidação de parcerias de longo prazo.

A realização da Cúpula Empresarial Espanha-Brasil reafirma o compromisso da ApexBrasil em apoiar a internacionalização das empresas brasileiras, promover a inserção competitiva do país no mercado global e fortalecer a presença do Brasil em mercados estratégicos.

Relações comerciais Brasil e Espanha

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Espanha alcançou US$ 12,6 bilhões, com superávit de US$ 5,0 bilhões para o Brasil. As exportações brasileiras somaram US$ 8,8 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 3,8 bilhões, consolidando a Espanha como um parceiro estratégico no contexto europeu. A Espanha foi, no período, o 5º principal destino das exportações brasileiras no mundo e o 2º na União Europeia, representando 2,5% das vendas externas do Brasil. Já nas importações, ocupou a 13ª posição global e a 4ª entre os países europeus. Sob a ótica espanhola, o Brasil figura como o 13º fornecedor, com participação de 2,0% em seu mercado.

Em relação aos produtos, destacam-se óleos brutos de petróleo (36,8%), soja (18,2%), farelos e outros alimentos para animais (7,2%) e minérios de cobre e seus concentrados (7,2%), evidenciando o peso da indústria extrativa e do agronegócio. Do lado das importações brasileiras, predominam produtos da indústria de transformação, que representam cerca de 96% da pauta, com destaque para medicamentos (15,3%), óleos combustíveis (11,2%), compostos químicos (5,8%) e partes e peças de veículos (3,6%).

Considerando o potencial de diversificação de mercado, o Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identifica 418 produtos com potencial de exportação para o mercado espanhol, incluindo itens como polietileno de alta densidade, abacates frescos ou secos, partes para motores e carne bovina desossada.

A relação bilateral também se destaca pela forte presença de investimentos espanhóis no Brasil, especialmente nos setores de energia, telecomunicações, infraestrutura e indústria. A Espanha é o 3º maior investidor da União Europeia no país, com estoque de US$ 56,5 bilhões.

No campo setorial, há convergência de interesses em áreas estratégicas como energia e transição energética – com protagonismo do petróleo nas exportações brasileiras – e agronegócio, com potencial de ampliação em produtos como frutas e carne bovina. Esse cenário reforça as oportunidades de aprofundamento da parceria econômica e de expansão do comércio bilateral.

Fonte: Apex-Brasil

Corrente de Comércio Chega a US$ 15,9 Bi na Segunda Semana de Abril/26

Na 2ª semana de abril de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 4,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 15,9 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 10 bilhões e importações de US$ 5,9 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 14,9 bilhões e as importações, US$ 8,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 6,7 bilhões e corrente de comércio de US$ 23 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 97,2 bilhões e as importações, US$ 76,3 bilhões, com saldo positivo de US$ 20,9 bilhões e corrente de comércio de US$ 173,5 bilhões. Esses, e outros dados, foram divulgados nesta segunda-feira (13/4) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 2º Semana de Abril/2026

Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de abril/2026 (US$ 2,1 bi) com a de abril/2025 (US$ 1,5 bi), houve crescimento de 42,2%. Em relação às importações houve crescimento de 4,5% na comparação entre as médias até a 2ª semana de abril/2026 (US$ 1,161 bi) com a do mês de abril/2025 (US$ 1,111 bi).

Assim, até a 2ª semana de abril/2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 3.287 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 963,99 milhões. Comparando-se este período com a média de abril/2025, houve crescimento de 26,2% na corrente de comércio.

Exportações e importação por Setor

No acumulado até a 2ª semana do mês de abril/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 115,52 milhões (29,1%) em Agropecuária; de US$ 294,21 milhões (83,8%) em Indústria Extrativa e de US$ 219,52 milhões (29,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 2ª semana do mês de abril/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 68,16 milhões (6,7%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 9,46 milhões (33,4%) em Agropecuária; e de US$ 4,9 milhões (9,0%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC

Abertura de Mercado para o Brasil no Peru e nas Filipinas

O governo brasileiro concluiu negociações que permitirão a exportação de novos produtos agropecuários para o Peru e para as Filipinas.

No Peru, as autoridades aprovaram a exportação de sementes de pimenta da espécie “capsicum baccatum”, que incluem variedades como dedo-de-moça, pimenta-cumari e cambuci. Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários para o país, com destaque para produtos florestais, carne de frango, óleo de soja e café.

Em relação às Filipinas, a abertura de mercado contempla a exportação de grãos secos de destilaria de milho (DDG, na sua sigla em inglês), produto amplamente utilizado na alimentação animal. O país importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 557 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA

Balança Comercial tem Superávit mais Baixo para Março desde 2020

A queda nas exportações de café e o aumento na importação de veículos fizeram a balança comercial registrar o superávit mais baixo para meses de março em seis anos, divulgou nesta terça-feira (7) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 6,405 bilhões.

O resultado representa queda de 17,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o superávit ficou em US$ 7,736 bilhões. O superávit é o mais baixo para meses de março desde 2020, início da pandemia de covid-19, quando o resultado ficou positivo em US$ 4,046 bilhões.

O valor das exportações e das importações ficou o seguinte:

– Exportações: US$ 31,603 bilhões alta de 10% em relação a março do ano passado;

– Importações: US$ 25,199 bilhões, alta de 20,1% na mesma comparação.

O valor das exportações é o segundo maior para meses de março desde o início da série histórica, só perdendo para março de 2023. As importações registraram o maior valor da série, que teve início em 1989.

Setores

Na distribuição por setores da economia, as exportações em março variaram da seguinte forma:

– Agropecuária: +1,1%, com queda de 2 no volume e alta de 3% no preço médio;

– Indústria extrativa: +36,4%, puxada pelo petróleo, com alta de 36,4% no volume e de 0,2% no preço médio;

– Indústria de transformação: +5,4%, com alta de 4,2% no volume e de 1% no preço médio.

Produtos

Os principais produtos responsáveis pela alta das exportações em março foram os seguintes:

– Agropecuária: animais vivos, exceto pescados ou crustáceos (+49,4%); algodão em bruto (+33,6%); e soja (+4,3%).

– Indústria extrativa: outros minerais brutos (+55,9%); outros minérios e concentrados de metais de base (+66,8%); e óleos brutos de petróleo (+70,4%);

– Indústria de transformação: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+29%); combustíveis (+30%); e ouro não monetário (excluindo minérios de ouro e concentrados) (+92,7%).

Apesar do crescimento das exportações agropecuárias, as vendas de café despencaram em março. No mês passado, o Brasil vendeu US$ 437,1 milhão a menos que em março de 2025 (-30,5%). A queda deveu-se à redução de 31% na quantidade exportada, por diferença de cronogramas de embarque.

Em relação ao petróleo bruto, a alta nas exportações chega a US$ 1,971 bilhão em relação a março de 2025. Tradicionalmente, as vendas de petróleo registram forte variação mensal por causa da manutenção programada de plataformas.

No entanto, a expectativa é de queda nos próximos meses por causa da alíquota temporária de 12% de Imposto de Exportação de petróleo, imposta em meados de março como medida para segurar a alta dos combustíveis após o início da guerra no Oriente Médio.

Importações

Em relação às importações, a alta está vinculada principalmente a veículos, cujas compras do exterior subiram US$ 755,7 milhões em março na comparação com o mesmo mês de 2025. Na divisão por categorias, os principais produtos são os seguintes:

– Agropecuária: pescados (+28,9%); frutas e nozes não oleaginosas (+26,6%); e soja (+782%);

– Indústria extrativa: minérios e concentrados de metais de base (+33,7%); carvão não aglomerado (+59,9%); e óleos brutos de petróleo (+19,4%);

– Indústria de transformação: outros medicamentos, incluindo veterinários (+72,2%); adubos ou fertilizantes químicos (+61%) e automóveis de passageiros (+204,2%).

Acumulado

Nos três primeiros meses do ano, a balança comercial registra superávit de US$ 14,175 bilhões, valor 47,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O crescimento deve-se à importação de uma plataforma de petróleo em fevereiro de 2025, operação que não se repetiu em 2026.

A composição ficou a seguinte:

– Exportações: US$ 82,338 bilhões, alta de 7,1% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado;

– Importações: US$ 68,163 bilhões, alta de 1,3% na mesma comparação.

O superávit acumulado é o terceiro maior da série histórica, só perdendo para o primeiro trimestre de 2024 e de 2023.

Projeções

O Mdic atualizou as estimativas para a balança comercial em 2026. Para este ano, a pasta projeta superávit comercial de US$ 72,1 bilhões, alta de 5,9% em relação ao resultado positivo de US$ 68,1 bilhões em 2025. Em janeiro, o ministério tinha estimado superávit de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões neste ano.

Segundo o Mdic, as exportações deverão encerrar o ano em US$ 364,2 bilhões, alta de 4,6% em relação a 2025. As importações deverão chegar a US$ 280,2 bilhões em 2026, aumento de 4,2% na comparação com o ano passado.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em julho. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilhões.

As estimativas do Mdic estão mais otimistas que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, a balança comercial encerrará o ano com superávit de US$ 70 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

Exportações do Brasil no Primeiro Trimestre Crescem 7% na Comparação com Ano Passado

Os dados da Balança Comercial, somente no mês de março de 2026, apresentaram resultados nas exportações que somaram US$ 31,6 bilhões e nas importações, US$ 25,2 bilhões, com saldo positivo de US$ 6,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 56,8 bilhões.

Já de janeiro a março, as exportações totalizam US$ 82,3 bilhões e as importações, US$ 68,2 bilhões, com saldo positivo de US$ 14,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 150,5 bilhões. Esses e outros resultados foram divulgados nesta terça-feira (7/4), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Mensal – Dados Consolidados – Março/2026

Nas exportações, comparados o mês de março / 2026 (US$ 31,6 bilhões) com março / 2025 (US$ 28,73 bilhões), houve crescimento de 10,0%. Em relação às importações houve crescimento de 20,1% na comparação entre o mês de março / 2026 (US$ 25,2 bilhões) com o mês de março / 2025 (US$ 20,99 bilhões).

Assim, no mês de março/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 56,8 bilhões e o saldo foi de US$ 6,4 bilhões. Comparando-se este período com o de março/2025, houve crescimento de 14,3% na corrente de comércio.

Nos comparativos das exportações de janeiro/março 2026 (US$ 82,34 bilhões), com o valor de janeiro/março – 2025 (US$ 76,88 bilhões) houve crescimento de 7,1%. Em relação às importações, houve crescimento de 1,3% entre o valor do período de janeiro/março – 2026 (US$ 68,16 bilhões) com janeiro/março – 2025 (US$ 67,27 bilhões).

Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 150,5 bilhões e apresentou crescimento de 4,4% na comparação entre estes períodos.

Exportações e Importações por Setor

No mês de março/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,09 bilhão (1,1%) em Agropecuária; de US$ 1,96 bilhão (36,4%) em Indústria Extrativa e de US$ 0,81 bilhão (5,4%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado de janeiro/março 2026, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,4 bilhão (2,4%) em Agropecuária; de US$ 3,83 bilhões (22,6%) em Indústria Extrativa e de US$ 1,18 bilhão (2,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

No mês de março/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 4,02 bilhões (20,8%) em produtos da Indústria de Transformação; e de US$ 0,23 bilhão (24,1%) em Indústria Extrativa; houve queda de US$ 0,06 bilhão (10,2%) em Agropecuária.

No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,41 bilhão (2,3%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,34 bilhão (19,9%) em Agropecuária; queda de US$ 0,22 bilhão (7,4%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Agência GOV

Acordo Mercosul-União Europeia Abre Grandes Oportunidades para PMEs no Comércio Internacional

O tratado também incorpora mecanismos específicos voltados para esse público, como acesso a informações mais claras sobre exigências regulatórias

Após mais de duas décadas de negociações e a conclusão técnica em 2019, o acordo entre Mercosul e União Europeia foi promulgado pelo Congresso Nacional, na última terça-feira (17), em um marco histórico para o processo de integração entre os blocos. Considerado o maior acordo comercial já negociado pelo Brasil, o tratado conecta o País a um mercado de cerca de 450 milhões de consumidores com alto poder aquisitivo.

Na prática, o tratado pode tornar produtos brasileiros mais competitivos no mercado europeu, ao mesmo tempo em que reduz custos para empresas que dependem de insumos importados. O acordo também abre espaço para a participação de empresas brasileiras em compras governamentais na União Europeia e fortalece a proteção de marcas, de inovação e de propriedade intelectual.

Incidência para pequenas empresas

Para as Micro, Pequenas e Médias Empresas (PMEs), que historicamente enfrentam maiores barreiras para acessar mercados externos, o acordo representa uma oportunidade concreta de expansão dos negócios. A redução de tarifas, a simplificação de processos e a maior previsibilidade regulatória tendem a diminuir custos e riscos associados à internacionalização.

Oportunidades e desafios

De acordo com a FecomercioSP, o aproveitamento dessas oportunidades dependerá da capacidade de adaptação das empresas às exigências do mercado europeu, incluindo padrões técnicos, ambientais e regulatórios mais rigorosos.

O acordo também pode acelerar transformações internas, incentivando inovação e maior integração às cadeias globais de valor.

Veja a notícia completa em: https://www.fecomercio.com.br/noticia/acordo-mercosul-uniao-europeia-abre-grandes-oportunidades-para-pmes-no-comercio-internacional-1

Fonte: Fecomercio – FECOMERCIO

Caravana do Agro Exportador em Goiânia Debate Rastreabilidade da Carne Bovina e Acesso a Mercados Internacionais

Cerca de 130 pessoas acompanharam, nesta terça-feira (17), em Goiânia (GO), mais uma edição da Caravana do Agro Exportador, promovida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Com foco na cadeia produtiva da carne bovina, o encontro reuniu representantes do setor produtivo e do poder público para debater rastreabilidade e acesso a mercados internacionais.

Realizada em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Goiás (Seapa), a Agrodefesa e o Sistema Faeg/Senar-GO, a programação promoveu o diálogo entre os diferentes elos da cadeia sobre os desafios e as oportunidades para as exportações goianas. Goiás concentra um dos maiores rebanhos bovinos do país, o que torna a ação especialmente relevante para a competitividade do estado e para a ampliação do acesso a mercados mais exigentes.

Durante o evento, representantes do Mapa apresentaram ações da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) voltadas à promoção comercial e ao apoio ao exportador brasileiro. Entre os destaques, estiveram feiras e eventos internacionais de promoção comercial, além de ferramentas como AgroInsight, ConectAgro e Passaporte Agro, que ajudam produtores, cooperativas e empresas a atuar no comércio exterior. Também foram compartilhadas orientações sobre habilitação sanitária, certificações e exigências dos países importadores – temas cada vez mais centrais para quem busca ampliar ou consolidar sua presença em mercados externos.

Os adidos agrícolas do Brasil na China, Leandro Feijó e Jean Gouhie e na União Europeia, Nilton de Morais participaram de forma virtual e apresentaram um panorama sobre o cenário para exportação de carnes, couros e derivados. China e União Europeia estão entre os principais destinos das exportações brasileiras do agronegócio, o que reforça o peso estratégico das exigências desses mercados para o setor produtivo nacional.

A programação também incluiu a apresentação do panorama nacional de implementação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), conduzida por técnicos do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa. Na sequência, a Agrodefesa detalhou as estratégias adotadas para a implantação da política em Goiás, conectando o debate nacional à realidade do estado.

Outro ponto da agenda foi a participação de instituições e parceiros que atuam diretamente no fortalecimento da inserção internacional do agro brasileiro. Houve palestras da ApexBrasil, da CNA, do Banco do Brasil, da Seapa/GO e da plataforma Agro Brasil + Sustentável, ferramenta digital desenvolvida pelo Mapa em parceria com o Serpro, que integra dados de instituições públicas e privadas para gerar informações rastreáveis sobre a produção agropecuária sustentável no país.

A Caravana do Agro Exportador, liderada pela SCRI, integra a estratégia do Mapa de interiorizar a cultura exportadora no país, aproximando produtores e empresas das oportunidades do comércio internacional e preparando os setores produtivos para atender às exigências de mercados cada vez mais competitivos e criteriosos.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA

Exportações do Agro Registram US$ 12,05 Bilhões, Melhor Resultado da Série Histórica em Fevereiro

As exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 12,05 bilhões em fevereiro de 2026, o melhor resultado da série histórica para o mês. O valor representa 45,8% de todas as exportações brasileiras no período.

Em comparação com fevereiro de 2025, houve crescimento de 7,4%, impulsionado principalmente pelo aumento do volume exportado, que avançou 9% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado reflete a estratégia adotada pelo Governo do Brasil, por meio do Ministério da Agricultura e Pecuária, voltada à ampliação e abertura de mercados para os produtos do agro brasileiro.

SALDO – No mesmo período, as importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,5 bilhão, queda de 9,1% em relação a fevereiro de 2025. Com isso, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu superávit de US$ 10,5 bilhões (10,3%).

DESTINOS – A China permaneceu como principal destino das exportações do agro brasileiro, com US$ 3,6 bilhões e participação de 30,5% no total exportado. Em seguida aparecem a União Europeia, com US$ 1,8 bilhão (15,2%), e os Estados Unidos, com US$ 802,9 milhões (7%).

O mês também registrou expansão das exportações para outros países da Ásia, com destaque para o Vietnã, que importou mais de US$ 372,6 milhões em produtos do agro brasileiro (alta de 22,9% em relação a fevereiro de 2025), e para a Índia, com embarques de US$ 357,3 milhões (crescimento de 171,1%). No ranking dos principais destinos do agronegócio brasileiro em fevereiro, Vietnã e Índia ocuparam a 4ª e a 5ª posições, respectivamente.

SETORES – Entre os principais setores exportadores do agro brasileiro em fevereiro destacam-se o complexo soja, com US$ 3,78 bilhões (31,4% do total exportado e alta de 16,4% em relação a fevereiro de 2025), proteínas animais, com US$ 2,7 bilhões (22,5% do total e crescimento de 22,5%), produtos florestais, com US$ 1,27 bilhão (10,5% de participação e recuo de 1%), café, com US$ 1,12 bilhão (9,3% de participação e decréscimo de 0,2%), e o complexo sucroalcooleiro, com US$ 861,35 milhões (7,1% do total e queda de 4,2%).

DIVERSIFICAÇÃO – Além dos produtos tradicionalmente mais exportados, diversos itens que não compõem esse grupo registraram crescimento em fevereiro e reforçaram o potencial de diversificação do portfólio exportador brasileiro. Entre eles, destacam-se:

– Óleo essencial de laranja – recorde em valor (US$ 47,8 milhões; +28,8%) e quantidade (4,1 mil toneladas; +51,0%);

– DDG de milho – recorde em valor (US$ 36,2 milhões; +164,2%) e quantidade (156,4 mil toneladas; +146,1%);

– Farinhas de carne, extratos e miudezas – recorde em valor (US$ 20,1 milhões; +10,5%) e quantidade (45,7 mil toneladas; +36,9%);

– Manteiga, gordura e óleo de cacau – recorde em valor (US$ 17,2 milhões; +25,9%);

– Óleo de milho – recorde em valor (US$ 15,9 milhões; +49,5%) e quantidade (12,6 mil toneladas; +24,9%).

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o resultado reflete o aumento da oferta e o trabalho contínuo de ampliação de mercados. “O Brasil caminha para colher safra recorde nos produtos vegetais e produção crescente nas proteínas animais. Esse aumento da produção amplia o excedente exportável do país e fortalece a presença do agro brasileiro no mercado internacional, demonstrando a capacidade do setor de atender à demanda global com regularidade, qualidade, sanidade e confiança”, afirmou.

Para o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, o desempenho também está relacionado à agenda de acesso a mercados. “O Brasil amplia sua oferta, mas também amplia suas oportunidades de comércio. Foram nove novas aberturas de mercado apenas em fevereiro e 544 desde o início de 2023. Esse resultado reflete a importância de uma agenda contínua de negociação e aproximação com outros países”, destacou.

Resumo completo da Balança Comercial – fevereiro de 2026

Fonte: Agência GOV

Distribuidoras Sugeriram que Petrobras Aumente sua Importação de Diesel, diz Alckmin

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin que as distribuidoras de combustíveis defenderam, em reunião nesta quinta-feira, 12, que a Petrobras aumente a importação de diesel. Ele reforçou que os representantes desses agentes destacaram preocupação com a importação e o suprimento no mercado brasileiro.

Nesta quinta, o governo Lula, além de zerar PIS/Cofins para o óleo diesel e anunciar subsídios a importadores e exportadores, também anunciou medidas de fiscalização e combate à especulação e preços abusivos de combustíveis – num aperto às empresas de distribuição.

Nesta semana, a Petrobras informou que não houve qualquer alteração em relação às entregas de diesel por parte de suas refinarias. A companhia também disse que as entregas estão ocorrendo conforme planejado e “alinhadas aos compromissos comerciais vigentes”. A Petrobras é responsável por cerca de 80% do mercado de refino no País.

Medidas

Uma das medidas será zerar as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre o diesel, o que elimina os dois impostos federais atualmente cobrados sobre o combustível e representa uma redução de R$ 0,32 por litro.

Além disso, uma Medida Provisória vai prever o pagamento de subvenção a produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32 por litro, que deverá ser repassada. Somadas, as duas medidas têm o objetivo de gerar um alívio de R$ 0,64 por litro nas bombas, para conter a pressão de custos ao longo da cadeia.

Veja a notícia completa em: https://www.estadao.com.br/economia/distribuidoras-sugeriram-que-petrobras-aumente-sua-importacao-de-diesel-diz-alckmin/

Fonte: Estadão

Bahia Recebe Oficinas da PNCE para Promover Exportações do Estado

O fortalecimento das exportações de micro, pequenas e médias empresas baianas será o foco das oficinas da Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE) programadas para 12 e 13 de março em Salvador (BA). A iniciativa reúne o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o governo estadual e parceiros nacionais e regionais para discutir estratégias voltadas à ampliação da presença de empresas locais no comércio internacional.

A PNCE prevê a elaboração dos Planos Estaduais de Promoção da Cultura Exportadora, instrumentos construídos em parceria com governos estaduais e instituições locais para identificar desafios, definir estratégias e coordenar ações voltadas ao fortalecimento das exportações.

“A construção colaborativa desses planos alinha esforços federais e regionais para responder às necessidades locais e interiorizar o comércio exterior, ampliando a base exportadora e levando os benefícios do comércio exterior a mais locais, empresas e famílias”, afirma a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

As oficinas serão presenciais na sede do Banco do Nordeste (BNB), sob coordenação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), que preside o Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora (CNPCE), em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) da Bahia.

Os participantes irão analisar o contexto local, definir estratégias e detalhar informações para a elaboração do Plano Estadual de Promoção da Cultura Exportadora. Cerca de 30 técnicos de instituições federais e estaduais devem participar.

“Além de conceder protagonismo aos estados, a construção colaborativa dos planos estaduais da PNCE une exercícios de inteligência comercial da Secex ao conhecimento estratégico dos atores locais, elemento essencial para que o plano reflita as vocações produtivas e necessidades regionais e para que sua posterior implementação pelo estado seja mais efetiva e bem-sucedida”, destacou Janaína Silva, diretora de Promoção das Exportações e Facilitação do Comércio do MDIC.

Em 2025, a Bahia exportou US$ 11,6 bilhões e registrou recorde no número de empresas exportadoras, com 583 empresas vendendo para o exterior. Desse total, 189 eram micro e pequenas empresas. Entre os principais produtos exportados estão soja, óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, celulose, ouro não monetário, algodão, café e cacau. Os principais destinos foram China, Canadá, Estados Unidos, Singapura, Argentina e Panamá.

PNCE

Instituída em 2023 pelo governo federal, a Política Nacional de Cultura Exportadora conta com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e busca promover a cultura exportadora no Brasil de forma coordenada e estruturada, estimulando a participação de governos estaduais e de instituições públicas e privadas ligadas ao comércio exterior.

A construção dos planos estaduais começou em 2023 com projeto-piloto no Pará. Em 2024, avançou para Pernambuco e Rondônia. Em 2025, os trabalhos ocorreram em Mato Grosso, Tocantins, Amapá e Espírito Santo. Para o primeiro semestre de 2026, está prevista a elaboração dos planos estaduais da Bahia, Piauí e Roraima.

A Política conta tem um Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora presidido pelo MDIC e integrado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA); Ministério das Relações Exteriores (MRE); Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA); Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

O colegiado conta, ainda, com a participação de todos os estados da federação e do Distrito Federal, além doMinistério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Brasil (BB), da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios), da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), da Confederação Nacional de Serviços (CNS), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP)..

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Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC