União Europeia Aperta as Regras, e Cadeias Brasileiras de Exportação Correm para Fechar Lacunas

Com mais um ano para a entrada em vigor da nova legislação europeia contra o desmatamento, a chamada EUDR, que só começará a valer em dezembro de 2026, o Brasil tem todas as condições de responder às exigências do bloco, afirmam especialistas no tema. Mesmo porque, como explicou Daniela Mariuzzo, especialista em sustentabilidade, o País tem experiência de décadas na área.

Segundo a especialista, entre as sete commodities listadas pela EUDR – soja, carne, óleo de palma, cacau, café, borracha e madeira – o Brasil chega particularmente estruturado em três: café, soja e carne. O café, diz ela, sempre operou com rastreabilidade fina e certificações robustas; a soja conta com selos privados e certificações como a RTRS, que há duas décadas estabelecem padrões de desmatamento zero; e a pecuária tem forte controle sanitário e registros consolidados.

O ponto mais sensível é o couro. A UE importa grandes volumes, 80% do couro brasileiro é exportado, e a rastreabilidade do produto se interrompe nos frigoríficos, porque não há uma questão sanitária envolvida. “Sem investimento e decisão política para estender a rastreabilidade além da etapa da carne, o couro pode se tornar o elo mais vulnerável na relação com o mercado europeu”, disse Mariuzzo.

A legislação europeia, segundo Tasso Azevedo, coordenador-geral da Rede MapBiomas, representa mais oportunidades do que risco ao Brasil. Segundo ele, apenas 3% das propriedades inscritas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) tiveram desmatamento após 2020, o que significa que 97% dos produtores não serão afetados pela regra. “O País tem sistemas robustos de monitoramento, dados históricos confiáveis e capacidade técnica para rastrear origens de soja e gado, mesmo em cadeias complexas.”

A fiscalização será feita sobre o responsável pela importação, e não no país de origem. O sistema regulatório atinge cadeias como soja, carne bovina, madeira e seus derivados, café, cacau, borracha e outros produtos agrícolas ou florestais.

Fonte: Estadão

Comissão Aprova Projeto que Isenta de Tributo as Doações Internacionais para Hospital Público

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 4.791/2024, que estabelece a isenção do Imposto de Importação (I.I.) sobre bens e medicamentos doados por outros países e destinados a hospitais da rede pública.

A comissão aprovou a proposta conforme a recomendação do relator, deputado Ricardo Abrão (União-RJ). Ele apresentou emenda para determinar que quaisquer itens doados aos hospitais tenham registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Essa isenção poderá constituir um importante mecanismo de fortalecimento da cooperação internacional em saúde e poderá contribuir para reduzir as disparidades regionais no acesso a equipamentos médicos”, avaliou o relator.

“Faltam equipamentos, materiais e medicamentos. Processos burocráticos e custosos mais prejudicam do que contribuem para a saúde pública”, disse o autor da proposta, deputado Josivaldo JP (PSD-MA), ao defender a mudança.

Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Fonte: Agência Câmara Notícias

“Vamos Acelerar o Processo”, diz Alckmin sobre Retirada de mais Produtos do Tarifaço

Os impactos do tarifaço, as negociações do Brasil com o governo dos EUA e as medidas para ampliar o acesso dos produtos brasileiros àquele mercado foram temas da participação do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, na abertura da 3ª edição do Encontro Empresarial Brasil-EUA, nesta terça-feira (25).

Alckmin participou remotamente do encontro, que é promovido pela Amcham Brasil em São Paulo.

“É diálogo e negociação. O próximo passo é excluir mais produtos e reduzir alíquotas. Vamos acelerar o processo”, afirmou Alckmin.

Nos últimos meses, os Estados Unidos eliminaram tarifas de 238 produtos, incluindo frutas, sucos, cafés e carnes, reduzindo para 22% a fatia das exportações brasileiras ainda sujeitas ao tarifaço, percentual que já foi de 36%. Outros 27% estão na Seção 232, alinhados à tributação global, e 51% entram no país com tarifa zero ou 10%.

Ao comentar as medidas adotadas pelo governo brasileiro, Alckmin destacou o Plano Brasil Soberano, com apoio para empresas impactadas e outras medidas, e ações do governo em áreas que podem ajudar nas negociações para retirada de todos os produtos das tarifas adicionais.

“O Brasil não ficou parado diante do tarifaço. Colocamos em campo um plano robusto para proteger as empresas afetadas, com R$ 40 bilhões em crédito, juros menores e garantias ampliadas. Nosso objetivo é assegurar fôlego para quem perdeu mercado e manter a indústria brasileira competitiva”, destacou.

Ele reforçou também a importância das ações de médio e longo prazos, voltadas à inserção do Brasil em setores de alto valor agregado e tecnologias emergentes.

“Estamos preparando o Brasil para a nova economia. Avançamos em temas estratégicos como data centers, inteligência artificial, energia renovável e minerais críticos. O programa Redata já está no Congresso e vai atrair investimentos de alto valor agregado para o país”, garantiu.

Diálogo e articulação

A secretária de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, Tatiana Prazeres, participou do painel Diálogo com o Governo Brasileiro, realizado logo após a fala do presidente da República em exercício.

Ao lado do embaixador Fernando Pimentel, em um painel moderado pelo CEO da Amcham Brasil, Abrão Neto, a secretária Tatiana destacou que os resultados recentes refletem avanços importantes na relação bilateral e reforçam o papel central do diálogo e da articulação entre governo e setor privado.

“Os avanços recentes mostram que o diálogo funciona. Vimos progressos concretos e é fundamental manter essa coordenação entre governo e setor privado para seguirmos ampliando o acesso do Brasil ao mercado americano. A relação Brasil-Estados Unidos é estratégica e exige dedicação permanente, e os resultados reforçam que estamos no caminho certo”, avaliou Tatiana Prazeres.

Ao longo do diálogo, houve debate com as autoridades presentes sobre elementos relevantes para a estratégia negociadora brasileira, reforçando o papel do setor empresarial na consolidação de posições conjuntas e no fortalecimento da agenda econômica entre Brasil e Estados Unidos.

Abrão Neto, por sua vez, falou sobre a o papel do setor empresarial na consolidação de posições conjuntas e no fortalecimento da agenda econômica entre Brasil e Estados Unidos.

“Este encontro reafirma algo que está na essência da Amcham: o compromisso de aproximar as duas maiores economias das Américas. A relação bilateral é indispensável, não apenas pela história que representa, mas pelo futuro que oferece aos nossos países”, disse.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC

Acordo Fortalece Exportações Brasileiras no Mercado de Cosméticos da América Latina

Brasil e países da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) concluíram na quinta-feira (21/11), em Montevidéu, a negociação técnica do Acordo de Alcance Parcial para Eliminação de Obstáculos Técnicos ao Comércio de Produtos Cosméticos, incluindo itens de higiene pessoal e perfumaria.

O acordo prevê convergência regulatória, simplificação de requisitos técnicos e eliminação de barreiras, facilitando o comércio intrarregional em um mercado que movimenta mais de US$ 55 bilhões, de acordo com a Aladi.

Sua implementação favorece a redução de custos e prazos para empresas do setor de beleza e cuidados pessoais, além de dar maior previsibilidade às operações, promover a expansão do comércio e levar aos consumidores produtos mais seguros e de maior qualidade.

O processo negociador brasileiro foi conduzido pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com colaboração do setor privado.

A negociação resultou na adesão de 10 dos 13 países-membros da associação: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.

Entre os compromissos acordados estão a eliminação da exigência de documentos, como o certificado de venda livre; a adoção de padrões internacionais; a simplificação de procedimentos; a harmonização de requisitos mínimos de rotulagem; e a vigilância de mercado com foco em risco.

O vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, destacou os benefícios da medida para o setor exportador brasileiro. “Fechamos um importante acordo na agenda de facilitação de comércio da região. Com ele, reduzimos custos operacionais e abrimos caminho para que mais empresas brasileiras possam competir, inovar e exportar com segurança e previsibilidade”, afirmou.

“Com isso, estamos fortalecendo a competitividade industrial, estimulando investimentos, incentivando a inovação e abrindo espaço para a expansão das exportações brasileiras”, ressaltou.

Em 2024, a venda de cosméticos brasileiros para os 13 países da Aladi somou US$ 677,9 milhões, o equivalente a 77% das exportações do setor. Os 10 países envolvidos no acordo responderam por US$ 533,3 milhões desse total. No acumulado de janeiro a outubro de 2025, essas exportações já alcançaram US$ 556,6 milhões.

Próximos passos

Com a conclusão das negociações, inicia-se agora a etapa jurídico-administrativa do processo, que deve se estender até o final de janeiro de 2026. A assinatura ocorrerá após essa etapa. A entrada em vigor se dará 15 dias após a segunda notificação formal à Secretaria-Geral da Aladi, podendo ser implementada gradualmente pelos demais países conforme concluam seus trâmites internos.

Sobre a Aladi

Criada pelo Tratado de Montevidéu de 1980, a Aladi reúne 13 países – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela e Panamá – com o objetivo de promover a integração econômica latino-americana de forma gradual. Os Acordos de Alcance Parcial permitem que um grupo de membros avance em áreas específicas, com possibilidade de incorporações futuras.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC

Renan Filho Oficializa Contrato da Ponte São Borja-Santo Tomé, entre Brasil e Argentina

O Ministério dos Transportes deu mais um passo para fortalecer a integração logística entre Brasil e Argentina. Nesta terça-feira (25), o ministro dos Transportes, Renan Filho, homologou a concessão da Ponte Internacional São Borja-Santo Tomé, principal ligação terrestre entre os dois países. A empresa CS Rodovias Mercosul, vencedora do certame realizado em julho de 2025, comprovou atender a todas as exigências econômicas, jurídicas e financeiras para assumir a gestão da travessia, que receberá investimentos de US$ 99 milhões.

“Há anos o Tribunal de Contas da União recomendava ao Ministério dos Transportes que realizasse a concessão para garantir o cumprimento da legislação. Pela primeira vez chegamos até aqui. Acredito que esse modelo utilizado na ponte pode trazer muitos ganhos ao comércio internacional, tanto para o Brasil quanto para a Argentina, e poderá ser replicado em outras regiões do país”, celebrou o ministro.

A concessão integra um conjunto de ações do Governo Federal para ampliar a eficiência logística nas fronteiras brasileiras e potencializar o comércio exterior por meio da infraestrutura rodoviária. Atualmente, cerca de 23% do fluxo de produtos escoados entre Brasil e Argentina utiliza a travessia de São Borja-Santo Tomé. Com relação ao Chile, o percentual chega a 29%, reforçando a relevância estratégica da ponte para o Mercosul.

“Esse projeto traz efeitos importantes. O primeiro é o impacto direto no custo para quem vive próximo à ponte. Antes, moradores da região, tanto do lado brasileiro quanto do argentino, precisavam pagar para atravessar. Agora, os residentes serão isentos, e os caminhoneiros terão descontos”, disse Renan Filho.

Ligação estratégica

O acesso ao empreendimento tem início na BR-285/RS, em São Borja (RS), e percorre 6,6 quilômetros até o início da ponte. A ligação conecta importantes corredores logísticos, como BR-392, BR-472 e BR-158, utilizadas para o transporte de cargas. No lado argentino, a travessia se integra à Ruta Nacional 14.

“Temos acompanhado o esforço do Ministério dos Transportes em avançar com concessões em diferentes modais. Comemoramos o resultado desse processo. Por sermos um estado que favorece concessões, entendemos que este modelo é adequado para garantir investimentos e assegurar a manutenção de ativos públicos relevantes, como a Ponte São Borja-Santo Tomé”, afirmou o vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza.

Entre as novidades contratadas está a redução de até 97% no preço das tarifas, o que tornará a travessia mais acessível para turistas e usuários frequentes.

“Na organização desse projeto, ouvimos todos os envolvidos: despachantes, prefeitos, autoridades e usuários que dependem da ponte para deslocamento e para atividades de importação e exportação. Foi um trabalho extenso das nossas equipes para elaborar um contrato moderno, que conecta não apenas dois países, mas dois povos e duas economias”, destacou a secretária Nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse.

Modernização da travessia

As obras a serem executadas pela CS Rodovias Mercosul incluem a instalação de um novo sistema de iluminação, recuperação do pavimento, construção de um pátio de parada para caminhões e melhoria dos acessos rodoviários. Também estão previstos investimentos em suporte às operações alfandegárias, atendimento a veículos de carga, integração com órgãos reguladores e ampliação das áreas dedicadas ao processamento aduaneiro.

“É um projeto que vai muito além da manutenção. Vamos transformar a região em um hub logístico, com novos serviços, áreas de apoio, tecnologia de controle aduaneiro e outras soluções estudadas ao longo dos últimos anos. A operação moderniza a estrutura internacional, movimenta a economia, gera empregos diretos e indiretos e reduz custos operacionais”, ressaltou o porta-voz da CS Rodovias Mercosul, Fernando Quintas.

Concessão chegando

Antes do encerramento do ano, o Ministério dos Transportes realizará o último leilão rodoviário, referente à concessão da BR-381/MG/SP, conhecida como Fernão Dias. Ao todo, treze certames serão realizados em 2025, assegurando mais de R$ 232 bilhões em investimentos privados ao modal.

“O Governo Federal seleciona seus investimentos de forma plurianual. Esse movimento impulsiona o desenvolvimento dos dois países e melhora a qualidade de vida da população brasileira”, concluiu o ministro Renan Filho.

Fonte: Ministério dos Transportes – MT

Alckmin: Recuo dos EUA nas Tarifas Representa maior Avanço nas Negociações do Brasil

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira (21/11) sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar a tarifa adicional de 40% para uma série de produtos agropecuários importados do Brasil. Na conversa, ele classificou a ordem executiva dos EUA, anunciada ontem, como o maior avanço nas negociações entre os dois países. Entre os itens beneficiados pela nova decisão estão carne, café, frutas, cacau, açaí e fertilizantes.

“A última ordem executiva do presidente Trump representa a maior redução de tarifas. Foi o maior avanço nas negociações Brasil-Estados Unidos. Quando começou, nós tínhamos 36% da exportação brasileira no tarifaço. Gradualmente, alguns produtos foram saindo, pois já tivemos duas decisões anteriores. Agora, nessa decisão de ontem, nós tivemos o maior avanço: 238 produtos saíram do tarifaço”, destacou Alckmin.

Foi o maior avanço nas negociações Brasil-Estados Unidos. Quando começou, tínhamos 36% da exportação brasileira no tarifaço. Agora, temos 22%. Gradualmente, alguns produtos foram saindo, pois já tivemos duas decisões anteriores. Agora, nessa decisão, tivemos o maior avanço: 238 produtos saíram do tarifaço”, disse Alckmin

Alckmin explicou que a nova ordem executiva reduziu de 36% para 22% o impacto do tarifaço nas exportações brasileiras aos EUA|. Embora a decisão tenha sido divulgada nesta quinta-feira (20), o governo norte-americano definiu que ela tem validade retroativa a 13 de novembro com o consequente reembolso a quem pagou a sobretaxa a partir dessa data.

“Na exposição de motivos do presidente Donald Trump, que assinou a ordem executiva, ele destaca o diálogo que teve com o presidente Lula, que foi importante, e também as informações da sua equipe”, pontuou Alckmin. “Queremos reiterar que nós continuamos otimistas e que o trabalho não terminou. Ele avança e agora com menos barreiras”, concluiu o presidente em exercício.

SINAL IMPORTANTE – Na noite desta quinta-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou a decisão do governo dos Estados Unidos. “Acabo de receber uma notícia que me deixou feliz. O presidente Trump acaba de anunciar que vai começar a reduzir vários produtos brasileiros que foram taxados em 40%. Isso é um sinal muito importante para a relação civilizada que tem que ter Brasil e Estados Unidos”, afirmou Lula, em vídeo postado na rede social X em que estava acompanhado de Alckmin, e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Nesta sexta-feira (21), Lula desembarcou em Joanesburgo para participar da Cúpula de Líderes do G20, que será realizada nos dias 22 e 23 de novembro.

AGROPECUÁRIA – O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, considera que a retirada de tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos agrícolas brasileiros representa um avanço significativo na relação bilateral e confirma que o diálogo técnico e institucional retomou seu curso natural.

Com o fim da sobretaxa, produtos brasileiros voltam a acessar o mercado norte-americano em condições mais competitivas, reforçando o papel do país como um dos principais fornecedores globais de alimentos. “Quem ganha com isso são os brasileiros, são os norte-americanos, a América e a relação comercial mundial”, enfatizou. “O diálogo continua. Ainda há muito a negociar, mas, para a agropecuária brasileira, esta decisão foi excelente”, completou o ministro Carlos Fávaro.

Confira produtos brasileiros beneficiados com retirada de tarifas adicionais de 40% pelos EUA

1. Carnes bovinas – o anexo traz todas as categorias de carne bovina – fresca, refrigerada ou congelada – incluindo:

Carcaças e meias-carcaças

Cortes com osso

Cortes sem osso

Cortes de “high-quality beef”

Miúdos bovinos

Carne salgada, curada, seca ou defumada

2. Frutas e vegetais – grande lista, incluindo:

Tomate (por sazonalidade)

Coco (fresco, desidratado, carne, água de coco)

Lima Tahiti / Lima da Pérsia

Abacate

Manga

Goiaba

Mangostim

Abacaxi (fresco e processado)

Papaya (mamão)

Diversas raízes tropicais: mandioca

3. Café e derivados

Café verde

Café torrado

Café descafeinado

Cascas e películas de café (“husks and skins”)

Substitutos contendo café

4. Chá, mate e especiarias – inclui diversas categorias de:

Chá verde

Chá preto

Erva-mate

Pimentas (piper, capsicum, paprika, pimenta-jamaica)

Noz-moscada

Cravo

Canela

Cardamomo

Açafrão

Gengibre

Cúrcuma

Misturas de especiarias

5. Castanhas e sementes

Castanha-do-pará

Castanha de caju

Macadâmia

Nozes pignolia e outras

Sementes diversas (coentro, cominho, anis, funcho etc.)

6. Sucos de frutas e derivados

Suco de laranja (várias classificações)

Suco de limão / lima

Suco de abacaxi

Água de coco

Açaí (polpas e preparados)

7. Produtos de cacau

Amêndoas de cacau

Pasta de cacau

Manteiga de cacau

Pó de cacau

8. Produtos processados

Polpas de frutas (manga, banana, papaya etc.)

Geleias

Pastas e purês

Palmito

Tapioca, féculas e amidos

Produtos preservados em açúcar ou vinagre

9. Fertilizantes (importante para o Brasil como exportador/importador)

Ureia

Sulfato de amônio

Nitrato de amônio

Misturas NPK

Fosfatos (MAP/DAP)

Cloreto de potássio (KCl).

Fonte: Governo do Brasil – GOV

Ceará Investe em Carne Halal de Caprinos e Ovinos

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Ceará (SDE), em parceria com instituições locais, deverá concluir nos próximos dias um estudo de viabilidade econômica para estruturar a produção de carne de ovinos e caprinos para o mercado halal, que segue as normas de produção do islamismo. De acordo com o secretário-executivo do Agronegócio da SDE, Silvio Carlos Ribeiro, o estado pretende ser um polo de exportação para este mercado, o que deverá resultar em desenvolvimento e geração de empregos a regiões do sertão cearense.

Dados fornecidos pela SDE à ANBA mostram que o rebanho cearense de caprinos e ovinos atingiu 3,8 milhões de cabeça no ano passado, em crescimento médio de 1,56% nos últimos sete anos. São cerca de 2,6 milhões de cabeças de ovinos, em expansão de 3% em 2024 sobre 2023, e aproximadamente 1,1 milhão de ovinos, em queda de 1,2% em 2024 em relação ao ano anterior. O rebanho total brasileiro no ano passado era de 35,2 milhões de cabeças. O Nordeste, principal região produtora, tem 28,9 milhões de cabeças.

Objetivo do Ceará é gerar empregos

Ribeiro afirmou que o Ceará tem capacidade logística de escoação, sobretudo pelo Porto de Pecém, em São Gonçalo do Amarante, a cerca de 50 quilômetros de Fortaleza, a capital cearense. Parte da estrutura de produção poderá ser instalada na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Pecém, que oferece às companhias ali instalada isenções de impostos. A outra parte da cadeia produtiva virá dos criadores, especialmente das regiões do Sertão dos Inhamuns, Sertão Central e Sertão dos Crateús, no interior do estado.

“Queremos conseguir tornar a atividade lucrativa e interessante financeiramente e, com isso, gerar muito mais emprego no campo. São regiões que têm pecuária principalmente ovina e caprina e que acreditamos que pode ser ampliada, mas ela só vai ser ampliada se tiver mercado”, afirmou Ribeiro. Além de animais para abate, disse Ribeiro, o levantamento indicou a possibilidade de criação de caprinos e ovinos para serem exportados vivos aos países islâmicos. Ele também disse que incluir a carne de ovinos e caprinos no mercado externo poderá exigir a criação de uma marca em um processo de promoção no exterior, a exemplo do que já ocorre, por exemplo, com carne de frango e carne bovina.

Fonte: Agência Anba – Anba

BNDES Liberou R$ 50,3 Bi a Empresas para Exportações de Janeiro de 2023 a Outubro de 2025

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 50,3 bilhões em financiamentos às exportações de empresas brasileiras entre janeiro de 2023 e outubro de 2025. Os recursos contemplaram as vendas externas de 323 companhias nacionais.

Para efeito de comparação, o banco destaca que o volume de crédito aprovado na atual gestão é quase o triplo das aprovações realizadas entre 2019 e 2022, que totalizaram R$ 17,4 bilhões.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o resultado da atual gestão do banco reflete a retomada do fomento ao setor exportador brasileiro, “contribuindo para a busca de novos mercados e para a geração de emprego e renda no Brasil”.

Fonte: Estadão

Brasil Registra Corrente de Comércio de US$ 12,5 Bi na Segunda Semana de Novembro

Na 2ª semana de novembro de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 0,5 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,5 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,5 bilhões e importações de US$ 6 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 14,3 bilhões e as importações, US$ 12 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,3 bilhões e corrente de comércio de US$ 26,4 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 304,049 bilhões e as importações, US$ 249,373 bilhões, com saldo positivo de US$ 54,677 bilhões e corrente de comércio de US$ 553,422 bilhões. Esses e outros resultados foram publicados nesta segunda-feira (17/11) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Nas comparações mensais, nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de novembro/2025 (US$ 1,432 bilhão) com a de novembro/2024 (US$ 1,466 bilhão), houve queda de -2,3%. Em relação às importações houve crescimento de 8,3% na comparação entre as médias até a 2ª semana de novembro/2025 (US$ 1,2 bilhão) com a do mês de novembro/2024 (US$ 1,1 bilhão).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 2º Semana de novembro/2025

Assim, até a 2ª semana de novembro/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.635,47 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 228,2 milhões. Comparando-se este período com a média de novembro/2024, houve crescimento de 2,3% na corrente de comércio.

Exportações e importações por Setor

No acumulado até a 2ª semana do mês de novembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 80,96 milhões (34,3%) em Agropecuária; queda de US$ 109,46 milhões (27,4%) em Indústria Extrativa e de US$ 4,13 milhões (-0,5%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 2ª semana do mês de novembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 0,09 milhões (0,4%) em Agropecuária; de US$ 4,28 milhões (6,9%) em Indústria Extrativa e de US$ 88,27 milhões (8,7%) em produtos da Indústria de Transformação.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC

MDIC Lança novo Eixo do Raízes Comex com Foco em Empregabilidade

No Mês da Consciência Negra, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), lança um novo eixo do Programa Raízes Comex, focado em fortalecer a empregabilidade e a inclusão racial nas cadeias do comércio exterior brasileiro.

Foi publicado nesta segunda-feira (17/11) o extrato do edital para seleção das Empresas Embaixadoras do Raízes Comex, que buca atrair empresas brasileiras comprometidas com a diversidade racial e a promoção de oportunidades de trabalho no comércio exterior.

A iniciativa estimula a contratação de profissionais negros formados nas capacitações do Raízes Comex e promove o reconhecimento das empresas que já adotam boas práticas de diversidade racial no comércio exterior.

Para o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, o programa simboliza uma nova etapa na construção de uma economia mais inclusiva, inovadora e produtiva.

“O comércio exterior é vetor estratégico da neoindustrialização e de geração de empregos qualificados no Brasil. Com o Raízes Comex, unimos inclusão social e desenvolvimento econômico. Esse é o Brasil que queremos – um país que cresce com justiça e oportunidades para todos”, afirmou Alckmin.

Empresas que aderirem ao edital e comprovarem a contratação de egressos do Raízes Comex, conforme os critérios do edital, receberão o título de Empresa Embaixadora, de caráter honorífico, e terão destaque na comunicação institucional do programa, além de acesso gratuito à treinamento em letramento racial.

“O Raízes Comex nasceu como um projeto pioneiro e agora avança para uma nova etapa, consolidando-se como uma política capaz de gerar impacto real na vida dos participantes e no setor”, comenta a De acordo com a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres. “Ao reconhecer as empresas que contratam egressos, ampliamos o engajamento com a diversidade racial no comércio exterior”, destacou.

Podem participar empresas de todos os portes, desde que constituídas no Brasil e com atuação em cadeias do comércio exterior, além de comprovarem regularidade fiscal, trabalhista e jurídica. As inscrições devem ser feitas por meio de formulário eletrônico e envio do Termo de Adesão, ambos disponíveis no site do MDIC. Após a confirmação da contratação de egressos, as empresas são reconhecidas como Embaixadoras do Raízes Comex.

Desde sua criação, o Raízes Comex já ofereceu mais de 1.100 vagas em cursos de qualificação, em parceria com instituições como a ONG Vocação, o Instituto Aliança Procomex, o Senac e o Sindasp. Entre as formações disponíveis estão:

– Formação em Comércio Exterior (online, 90h): voltada a jovens negros de 17 a 29 anos, com conteúdo sobre importação, exportação, logística e modais de transporte;

– Qualificação Profissional em Assistente de Serviços de Comércio Exterior (presencial, 160h): oferecida pelo Senac em dez municípios, com foco em operações de transporte, armazenagem e liberação aduaneira;

– Capacitação contínua em Comércio Exterior: promovida pelo Sindasp, com acesso gratuito à plataforma EduComex.

“O lançamento reforça o compromisso do MDIC com uma política de comércio exterior mais diversa, inclusiva e comprometida com o desenvolvimento social”, concluiu Tatiana.

Acesse o edita completo

Adesão das empresas

Programa Raízes Comex

Lançado em novembro de 2024, o Programa Raízes Comex tem como objetivo promover a inclusão racial e ampliar a presença de empresas lideradas por pessoas negras no comércio exterior brasileiro. A iniciativa também investe na formação e qualificação de profissionais negros para atuar nas diferentes etapas das operações de exportação e importação.

Estudo inédito da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, que apoiou a criação do programa, mostrou que os trabalhadores pretos e pardos estão sub-representados em empresas exportadoras e importadoras, especialmente em cargos de liderança.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC