Suspensão dos Efeitos da Denúncia do Entendimento Automotivo Bilateral Brasil-Colômbia – Comunicado Conjunto MRE/MDIC

Os Governos da República Federativa do Brasil e da República da Colômbia formalizaram, no âmbito da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), a suspensão, por um ano, dos efeitos da denúncia do Entendimento Automotivo Bilateral, firmado no marco do Acordo de Complementação Econômica nº 72 (ACE-72).

A decisão havia sido acordada pelos Presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Gustavo Petro, durante encontro bilateral realizado à margem da inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia), em Manaus, no dia 9 de setembro, quando ambos reafirmaram o compromisso de preservar a integração produtiva e fortalecer as cadeias regionais de valor no setor automotivo.

O documento de suspensão foi depositado junto à ALADI em 7 de novembro de 2025, formalizando a decisão dos dois governos e garantindo a continuidade da aplicação das preferências tarifárias e dos mecanismos de cooperação industrial e aduaneira previstos no Entendimento. O documento pode ser consultado no seguinte endereço: https://www2.aladi.org/nsfaladi/textacdos.nsf/4d5c18e55622e1040325749000756112/0627058e6f38c46c03258d3b006dd020?OpenDocument

Durante o período de suspensão, Brasil e Colômbia deverão negociar um novo entendimento automotivo, com vistas a refletir os avanços tecnológicos e as novas políticas industriais de ambos os países.

A decisão reforça a integração produtiva e a competitividade industrial na região, promovendo investimentos, inovação e sustentabilidade e demonstra o papel do diálogo diplomático e da cooperação econômica regional, bem como o valor da ALADI como foro de integração e concertação latino-americana.

Fonte: Ministério das Relações Exteriores – MRE

Análise da Medida Provisória do Plano Brasil Soberano fica para Próxima Semana

A comissão mista que analisa a medida provisória que cria o plano Brasil Soberano (MP nº 1.309/2025) adiou para a próxima terça-feira (18) a análise do parecer do relator, senador Fernando Farias (MDB-AL).

A MP foi editada em agosto como uma resposta à elevação unilateral das tarifas de importação dos EUA sobre produtos brasileiros, anunciada em 30 de julho de 2025.

Empregos e investimentos

O texto altera diversas leis para preservar empregos e estimular investimentos em setores estratégicos.

Entre as medidas adotadas pelo governo brasileiro estão novas linhas de crédito subsidiado para exportadores, prorrogação de prazos para pagamento de impostos e compras públicas de estoques de alimentos.

Próximos passos

A MP já está em vigor, mas precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal em até 120 dias para se tornar lei.

A MP nº 1.309/2025 recebeu 366 emendas.

A comissão mista é presidida pelo deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP).

Fonte: Agência Câmara Notícias

Brasil e Chile Iniciam Certificação Fitossanitária Eletrônica

Como resultado do fortalecimento das relações bilaterais em temas agropecuários, Brasil e Chile passaram a adotar os Certificados Fitossanitários Eletrônicos (ePhyto) nas operações de exportação e importação de produtos agrícolas e florestais. O anúncio foi feito pelo Serviço Agrícola e Pecuário (SAG), do Ministério da Agricultura do Chile, após missão oficial do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luís Rua, ao país.

No primeiro momento, o Brasil enviará café em grão, sementes de beterraba e de girassol, rizomas de gengibre e grãos de pimenta já com a certificação fitossanitária eletrônica. As demais cargas seguirão com certificado em PDF com assinatura eletrônica até a ampliação do escopo. Cabe destacar que as tratativas para concretizar a certificação de produtos de origem animal e também de bebidas seguem avançadas.

O Chile, por sua vez, adotará o ePhyto para todas as exportações de frutas, verduras, legumes, produtos florestais e material de propagação destinados ao Brasil. Por enquanto, os certificados de reexportação permanecem no formato físico.

Por que isso importa?

– Liberação mais ágil na fronteira: o intercâmbio eletrônico acelera conferências e liberações de cargas, especialmente de produtos perecíveis.

– Menos papel, menos custo: elimina o envio por courier e reduz trâmites presenciais, diminuindo custos logísticos e o tempo de trânsito documental.

– Transparência e rastreabilidade: o envio direto entre sistemas oficiais amplia a transparência e a confiabilidade das operações.

– Previsibilidade operacional: o modelo segue o padrão internacional da Convenção Internacional de Proteção de Plantas (IPPC), oferecendo base técnica para expandir o escopo de produtos.

Integração com a política brasileira de certificação digital: no segmento de produtos de origem animal, o Certificado Sanitário Nacional (CSN) já contabiliza 80 mil emissões digitais em menos de um ano, demonstrando a consolidação do modelo eletrônico.

Relação comercial em expansão

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 2 bilhões em produtos agropecuários para o Chile, com destaque para carnes, produtos florestais e o complexo soja. O avanço na adoção do ePhyto reforça a parceria entre os dois países e o compromisso mútuo com a facilitação do comércio agropecuário e a modernização dos processos de certificação sanitária.

Serviço ao exportador

O ePhyto é o documento oficial emitido pelo Mapa que atesta a conformidade fitossanitária de produtos vegetais destinados à exportação. O certificado é trocado eletronicamente entre as autoridades competentes dos países envolvidos, garantindo agilidade, segurança e rastreabilidade nas operações comerciais.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA

Brasil e Noruega Reforçam Cooperação Econômica e Industrial

Brasil e Noruega realizaram na segunda-feira (10/11) a V Reunião da Comissão Conjunta para Cooperação Econômico-Comercial, Industrial e Técnica entre os dois países. Presidido pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, o encontro contou com a presença da secretária de Estado norueguesa Ragnhild Sjoner Syrstad, do Ministério do Comércio, Indústria e Pescas da Noruega (NFD), e, pelo Brasil, de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Ministério de Minas e Energia (MME).

A reunião debateu o aprofundamento da cooperação econômica, industrial e energética entre os dois países.

As delegações discutiram a ampliação dos fluxos de comércio, a atração de investimentos produtivos e intensivos em tecnologia e o fortalecimento da cooperação econômica em áreas de interesse mútuo. Também trataram da troca de informações sobre instrumentos de facilitação de comércio, desenvolvimento industrial sustentável, transição energética e melhoria do ambiente de negócios.

Márcio Elias ressaltou que o Brasil estrutura sua estratégia de crescimento a partir da integração de três políticas públicas complementares: Nova Indústria Brasil (NIB), Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e Plano de Transição Ecológica (PTE), que orientam os esforços de neoindustrialização sustentável e promoção de investimentos verdes.

“O diálogo ocorre em um momento de transformações globais e reafirma o compromisso do Brasil com uma relação bilateral moderna, sustentável e baseada em resultados concretos. A Comissão Conjunta é um instrumento estratégico para discutir novos mecanismos de cooperação econômica e industrial, especialmente nas áreas de comércio exterior, investimentos e desenvolvimento industrial sustentável”, afirmou o secretário-executivo.

Durante o encontro, o secretário-executivo do MDIC propôs à delegação norueguesa a realização de novos eventos e missões empresariais conjuntas, com o objetivo de fortalecer o diálogo setorial e identificar oportunidades concretas de negócios e investimentos entre os dois países.

Panorama econômico da Noruega e desafios globais

A secretária de Estado do Ministério do Comércio, Indústria e Pescas da Noruega, Ragnhild Sjoner Syrstad, destacou o compromisso do governo norueguês em estimular a inovação e a qualificação da força de trabalho, de modo a acompanhar as transformações tecnológicas e fortalecer a resiliência econômica.

Segundo a secretária, a Noruega mantém política fiscal rigorosa e foco na transição para uma matriz energética limpa e acessível, priorizando investimentos em energia hidrelétrica e inovação tecnológica.

“Temos trabalhado para garantir energia de baixo custo e fortalecer a competitividade industrial, promovendo um ambiente fiscal equilibrado e sustentável”, afirmou.

Ragnhild também manifestou interesse em realizar eventos conjuntos entre Brasil e Noruega nos próximos anos.

Relações econômicas e investimentos

Brasil e Noruega mantêm relações diplomáticas desde 1905 e contam com três mecanismos institucionais de diálogo: as Consultas Políticas Bilaterais, o Comitê Conjunto em Ciência e Tecnologia e a própria Comissão Conjunta de Cooperação Econômico-Comercial, Industrial e Técnica.

Em 2024, a corrente de comércio entre os países superou US$ 2,3 bilhões, com crescimento de 15% e superávit brasileiro. Entre os principais produtos exportados pelo Brasil estão alumina, soja e óleos combustíveis, enquanto as importações concentram-se em fertilizantes, pescado e equipamentos industriais.

A Noruega figura como o 16º maior investidor estrangeiro no Brasil, com estoque estimado em US$ 17 bilhões, distribuídos nos setores de energia, fertilizantes, alumínio e logística. Mais de 230 empresas norueguesas operam no país, incluindo Norsk Hydro, Yara Fertilizantes e Equinor, que projeta investir US$ 26 bilhões até 2030, em parceria com o Ministério de Minas e Energia e agências brasileiras de fomento à transição energética.

Integração e oportunidades

O Acordo de Livre Comércio Mercosul-EFTA, assinado em setembro de 2025, reforça a integração econômica entre Brasil e Noruega e prevê acesso preferencial a cerca de 99% das exportações brasileiras. O tratado abre novas oportunidades para os setores agroalimentar, industrial e de serviços, fortalecendo o ambiente de negócios e a segurança jurídica para empresas de ambos os países.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC

Alckmin Intervém para China Garantir Chips a Montadoras Brasileiras

O vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin foi informado na manhã deste sábado (01/11) pelo embaixador da China no Brasil, Zhu Quingqiao, que o governo chinês vai abrir canais de diálogo com o setor automotivo brasileiro, no sentido de evitar o desabastecimento de chips necessários à produção de carros flex no Brasil.

A possível escassez nessa área é um reflexo das disputas internacionais em torno da fabricação de semicondutores, envolvendo China e EUA.

Na última terça-feira (28), Alckmin se reuniu com Anfavea, Sindipeças, Abipeças e representantes do s trabalhadores, que pediram o apoio do governo brasileiro, junto ao governo chinês, para que o Brasil não seja prejudicado.

No diálogo com a Embaixada da China, o vice-presidente pediu prioridade no fornecimento dos chips à s empresas brasileiras.

Trata-se de uma excelente notícia”, comemorou Alckmin. “A cadeia automotiva emprega 1,3 milhão de pessoas e tem impacto direto em outros setores, como siderúrgico, químico, plástico e borracha. Ainda temos de ver como isso se dará na prática, mas hoje demos um passo importante para que indústria automotiva brasileira continue crescendo e gerando empregos de qualidade”.

Contexto

A questão da possível escassez de chips veio à tona com a intervenção do governo holandês em uma empresa chinesa que opera na Holanda e detém 40% do mercado mundial de chips essenciais para carros flex.

Em reação, o governo chinês suspendeu a exportação de semicondutores produzidos na fábrica localizada na China. Na quinta-feira (30/10), China e EUA anunciaram um acordo comercial que abre perspectivas para uma possível resolução do problema.

Fonte: Agência GOV

China Estuda ‘Autorização Especial’ ao Brasil para evitar Montadoras Paradas por Falta de Chips

O governo chinês abrirá canais de diálogo com o setor automotivo brasileiro para evitar o desabastecimento de chips, essenciais à produção de carros flex no Brasil. Segundo nota do governo federal divulgada neste sábado, 1º, o embaixador da China no Brasil, Zhu Quingqiao, informou o vice-presidente Geraldo Alckmin sobre a decisão. Na conversa com o embaixador, Alckmin pediu prioridade no fornecimento dos chips às companhias brasileiras.

Na última terça-feira, 28, Alckmin reuniu-se com entidades do setor que pediram apoio ao governo brasileiro para dialogar com Pequim e evitar que o País fosse prejudicado. Participaram do encontro a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Associação Brasileira da Indústria de Autopeças (Abipeças) e o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

O setor sentiu-se ameaçado após a decisão da China de restringir as exportações de minerais raros, semicondutores e chips, em retaliação às medidas protecionistas dos Estados Unidos e da Europa no segmento tecnológico. A Holanda interveio em uma empresa chinesa que opera no país e detém 40% do mercado mundial de chips usados pela indústria automotiva. Em seguida, o governo chinês impôs as novas restrições.

Mais cedo, neste sábado, a China já estudava criar exceções, diante das dificuldades que as empresas europeias enfrentavam com a restrição. O gigante asiático culpou a Holanda pela quebra da cadeia de produção global, por sua “interferência nas questões internas das empresas”.

Anfavea comemora abertura de diálogo

A Anfavea comemorou a abertura de diálogo com a China para liberar as exportações de semicondutores ao Brasil. Segundo informe feito neste sábado à Anfavea pelo Embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, as empresas brasileiras poderão solicitar exceção ao embargo por meio da Embaixada ou diretamente com o Ministério do Comércio da China. A China concederá a licença para importação a partir da análise de cada caso.

Fonte: Estadão

Abertura de Mercado para o Brasil na Colômbia

O governo brasileiro e o governo da Colômbia concluíram negociação sanitária para que o Brasil exporte farinha de sangue bovino para aquele país.

Trata-se de insumo com alto teor proteico, utilizado na produção de ração para animais. A Colômbia tem cerca de 52 milhões de habitantes e estima-se que mais da metade das famílias têm pelo menos um animal de estimação, o que representa importante mercado para produtores brasileiros do setor.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 863 milhões em produtos agropecuários para a Colômbia, com destaque para papel e celulose, açúcar refinado, café e rações para animais.

Com o anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 471 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA

Brasil e China Reforçam Cooperação Técnica em Defesa Comercial e Monitoramento de Fluxos Bilaterais

Em continuidade à cooperação e ao fortalecimento das relações comerciais entre os dois países, a equipe técnica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) recebeu, nesta terça-feira (28/10), em Brasília (DF), a delegação do Ministério do Comércio da China para diálogo sobre temas de defesa comercial e monitoramento de fluxos bilaterais.

O encontro ocorreu no âmbito do Mecanismo de Cooperação em Matéria de Defesa Comercial, vinculado à Subcomissão Econômico-Comercial da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN) – fórum que promove o diálogo e o intercâmbio contínuo entre os dois governos.

A secretária de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, Tatiana Prazeres, abriu a reunião destacando o papel estratégico da parceria para o fortalecimento da relação bilateral.

“O intercâmbio técnico entre Brasil e China é essencial para fortalecer a confiança mútua e garantir previsibilidade nas relações comerciais. Em um cenário global em transformação, o diálogo franco e o monitoramento conjunto ajudam a antecipar tendências, avaliar riscos e buscar soluções que promovam uma relação comercial sólida e vantajosa para ambos os países”, afirmou Tatiana Prazeres.

Durante o encontro, as delegações discutiram o monitoramento bilateral de possíveis desvios de comércio e a publicação de estatísticas oficiais de comércio exterior, com vistas a aprimorar a qualidade das informações e a prevenir práticas desleais. Também foram abordados métodos de identificação de exportações via trading companies e aspectos relacionados ao funcionamento do sistema de IVA chinês, temas que impactam diretamente a competitividade e a previsibilidade das operações comerciais.

Destaque especial foi conferido à investigação de salvaguarda chinesa de carne bovina, atualmente em curso e com previsão de encerramento em novembro de 2025. O Brasil destacou a sensibilidade do caso para a sua pauta exportadora, especialmente considerando que o item representa pilar da complementariedade que marca a relação comercial sino-brasileira.

As delegações também compartilharam atualizações institucionais e apresentaram métodos e práticas adotados pelas autoridades nacionais em investigações de defesa comercial. As discussões técnicas contribuíram para aprofundar o entendimento mútuo sobre os instrumentos de defesa comercial, reforçando o compromisso de ambos os governos com um comércio justo e pautado por normas internacionais.

O Brasil está entre os principais usuários de instrumentos de defesa comercial no mundo, especialmente das medidas antidumping, e tem registrado uma demanda crescente por seu uso. Em 2024, o país alcançou recordes históricos: foram iniciadas 71 investigações, recebidas 106 petições, aplicados 14 direitos provisórios e concluídas 23 investigações ou revisões. Já em 2025, foi aberta a maior investigação da história, abrangendo 25 NCMs do setor siderúrgico.

As medidas de defesa comercial são instrumentos legítimos e previstos em acordos internacionais, fundamentais para proteger a indústria nacional de práticas desleais, assegurar condições justas de concorrência e fortalecer a confiança no ambiente de negócios.Pelo lado brasileiro, participaram do encontro os diretores do Departamento de Defesa Comercial, Márcio Hissa, e do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão; e pelo lado chinês, o vice-diretor geral do Departamento de Defesa Comercial do Ministério do Comércio, Li Zengli, acompanhados de outros integrantes das equipes, e, do Ministério das Relações Exteriores..

A COSBAN é a instância permanente de mais alto nível de cooperação entre Brasil e China, presidida pelos vice-presidentes dos dois países, e reúne onze subcomissões temáticas, incluindo a Econômico-Comercial e de Cooperação.

Em 2024, o comércio bilateral entre Brasil e China alcançou US$ 158 bilhões, um recorde histórico. O país asiático segue como principal parceiro comercial brasileiro há 16 anos consecutivos.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC

Brasil Promove o ‘Frutas do Brasil Festival’ na Argentina e Reforça Relações Comerciais

Com o objetivo de fortalecer parcerias comerciais e ampliar a visibilidade da fruticultura nacional, o Brasil realizou, em 22 de outubro, o ‘Frutas do Brasil Festival’ na capital argentina. A iniciativa foi coordenada pela adida agrícola do Brasil na Argentina, Andrea Parrilla, com apoio da Embaixada do Brasil em Buenos Aires, em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e empresas brasileiras dos segmentos de espumantes e água de coco.

Promovido no âmbito do projeto setorial Frutas do Brasil, desenvolvido pela Abrafrutas em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o festival reuniu mais de 20 empresas exportadoras brasileiras e atraiu importadores, distribuidores, representantes do varejo argentino, autoridades locais e membros do corpo diplomático.

A programação destacou frutas tropicais brasileiras como manga, banana, melão, abacate, limão e mamão, além de produtos de maior valor agregado, como espumantes nacionais e água de coco. A iniciativa teve como objetivo ampliar a visibilidade da oferta brasileira, evidenciando a diversidade, a qualidade e as práticas sustentáveis da fruticultura nacional.

O encontro incluiu degustações, apresentação de portfólios e rodadas de aproximação entre empresas brasileiras e compradores argentinos, com foco na identificação de oportunidades de negócios e no fortalecimento de parcerias comerciais.

Em 2024, a Argentina importou mais de US$ 1,51 bilhão em produtos do agronegócio brasileiro, dos quais US$ 45 milhões foram em frutas.

De janeiro a setembro deste ano, as exportações brasileiras de frutas para todos os destinos cresceram cerca de 10% em valor, em comparação com o mesmo período de 2024. Esse avanço é resultado da estratégia de ampliação e diversificação de mercados. Na última semana, por exemplo, a Malásia abriu seu mercado para o melão e a maçã brasileiros, elevando para 24 o número de novas oportunidades para frutas na atual gestão.

Iniciativas como essa fazem parte da estratégia do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da rede de Adidos Agrícolas, que atua para facilitar negociações sanitárias e fitossanitárias, consolidar e ampliar o acesso a mercados e conectar exportadores brasileiros a novos canais de comercialização.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA

Exportação de Carne Halal Brasileira Cresce 65%

A última palestra do segundo dia do Global Halal Brazil Business Forum 2025, que foi apresentada por Luc Vian, gerente de Inteligência de Mercado da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), trouxe dados positivos sobre a exportação de carne bovina brasileira halal.

“Na pesquisa que trouxe para vocês, gostaria de destacar o valor da exportação halal de 2024. Na comparação com 2023, houve um salto de 65%, isto é, mais de 500 mil toneladas de carne bovina brasileira halal foram exportadas. Se a gente observar o último gráfico, o volume de 2025, mesmo só mostrando nove meses de dados, já é maior do que o registrado em 2023. A gente acredita muito nesse mercado a longo prazo”, disse Luc Vian.

O fórum é promovido pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira e a Fambras Halal Certificadora.

Fonte: Agência Anba – Anba