EUA Impõem Tarifa de 100% a 150% sobre Produtos Marítimos e Logísticos da China

O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova rodada de tarifas de 100% a 150% sobre produtos chineses ligados aos setores marítimo, logístico e de construção naval. A ação busca “reduzir a dependência de fontes chinesas” e “fortalecer a segurança econômica e de cadeias de suprimentos” do país, segundo documento que será publicado amanhã no Federal Register, o diário oficial dos EUA.

Segundo o texto, as novas tarifas entram em vigor em 9 de novembro e abrangem uma ampla gama de equipamentos usados em portos e transporte intermodal. Entre os produtos afetados estão guindastes “ship-to-shore” (STS), aqueles usados para descarregar contêineres de embarcações, e chassis intermodais e suas partes, como trailers e semi-reboques empregados no transporte de cargas marítimas e ferroviárias.

A tarifa também se aplica a equipamentos “fabricados, montados ou contendo componentes de origem chinesa”, inclusive aqueles produzidos “por empresas controladas ou substancialmente influenciadas por nacionais chineses”.

A medida também altera a forma de cobrança da taxa sobre navios estrangeiros transportadores de veículos, que passa a ser calculada com base em toneladas líquidas, em vez da antiga métrica por unidade de automóvel. O valor foi fixado em US$ 46 por tonelada, limitado a cinco cobranças por embarcação ao ano. A regra vale para navios construídos fora dos EUA, enquanto embarcações do governo americano e as inscritas no Maritime Security Program ficarão isentas até abril de 2029.

Fonte: Estadão

Tarifaço Causa Desemprego em Seis Segmentos Exportadores no Brasil, mostra Estudo da FGV

No mês em que entrou em vigor o tarifaço de 50% a produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, seis segmentos afetados pela medida registraram um forte fechamento de postos de trabalho com carteira assinada. É o que mostram dados de um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), obtido com exclusividade pelo Estadão/Broadcast.

Houve quedas expressivas em segmentos altamente sensíveis às medidas tarifárias (os 50% de taxação somam os 10% de tarifa recíproca, que já estavam em vigor, e a tarifa punitiva de 40% imposta a parte dos exportadores do Brasil desde agosto). Esse impacto é especialmente sentido em fabricação de produtos de metal, produção florestal, metalurgia e fabricação de produtos de madeira, observaram as pesquisadoras Janaína Feijó e Helena Zahar, autoras do estudo do Ibre/FGV. O levantamento tem como base os microdados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho.

O mercado de trabalho no País registrou abertura líquida de 147.358 postos com carteira assinada em agosto, menor resultado para o mês na série do Novo Caged, iniciada em janeiro de 2020. O saldo foi 38,4% inferior ao de agosto de 2024, quando houve geração de 239.069 vagas.

No caso de segmentos mais sensíveis às exportações, a queda foi bem mais séria. Na fabricação de produtos de madeira, por exemplo, o saldo, que era positivo em 579 vagas em agosto de 2024, se tornou negativo em 1.780 no mesmo mês deste ano; na prática, são 2.359 postos de trabalho perdidos

Seis dessas atividades que mais pioraram o saldo de vagas em agosto de 2025 ante agosto de 2024 tinham relação com exportações: fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos; produção florestal; metalurgia; fabricação de produtos de madeira; extração de minerais não metálicos; e agricultura, pecuária e serviços relacionados (veja os números no gráfico ao alto).

Fonte: Estadão

Câmara Aprova Acordo Internacional sobre Transporte de Cargas

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (9) o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 655/25, que contém a Convenção Aduaneira sobre o Transporte Internacional de Mercadorias ao Abrigo das Cadernetas TIR.

O texto, relatado pelo deputado Alex Manente (Cidadania-SP), seguirá para análise do Senado. O Brasil mantém acordos internacionais com diversos países e entidades e, pela Constituição, esses instrumentos devem ser aprovados pelo Congresso Nacional.

TIR (Transportes Internacionais Rodoviários) é um sistema de trânsito de cargas baseado em convenção da Organização das Nações Unidas (assinada em 1949 e atualizada em 1975), implementado a nível global como parceria público-privada. O acordo abrange quase 80 países.

Os titulares de Cadernetas TIR são os transportadores que podem desenvolver as atividades sob regime aduaneiro que facilita a veículos com determinados selos alfandegários a circulação entre os diferentes países.

O benefício exige aprovação de veículos e contêineres, sistema de garantia internacional, o uso de Cadernetas TIR, o reconhecimento recíproco dos controles aduaneiros e o acesso controlado ao sistema TIR.

Fonte: Agência Câmara Notícias

Acordo UE-Mercosul é Defendido em Encontro com Presidente do Senado Italiano

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recebeu nesta quinta-feira (9), com um grupo de senadores, o presidente do Senado da Itália, Ignazio La Russa. Segundo o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), o diálogo abordou a cooperação parlamentar, o intercâmbio de experiências legislativas, a aproximação das agendas de trabalho das duas Casas e o pedido de apoio daquele Parlamento ao acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE).

Nelsinho Trad afirmou que Ignazio La Russa manifestou apoio ao acordo, sinalizando a postura favorável da Itália à sua concretização. Para Trad, há um ambiente favorável para que os dois blocos se beneficiem do acordo de livre comércio.

– Dissemos ao presidente do Senado italiano que esse acordo é fundamental para alavancar as economias dos dois blocos de países e que estamos vivendo um momento muito importante, porque no âmbito do Mercosul os países estão também favoráveis à concretização do acordo. Não tem momento mais propício para finalizarmos isso […]. Ele saiu daqui com o intuito de [estimular] os outros países [europeus] a serem favoráveis à concretização do acordo – disse o presidente da CRE.

Também participaram da reunião os senadores Confúcio Moura (MDB-RO) e Láercio Oliveira (PP-SE). 

O acordo União Europeia-Mercosul é um tratado comercial e de cooperação entre os dois blocos que, para entrar plenamente em vigor, precisa passar por etapas formais de aprovação em cada parte – incluindo a ratificação pelo Parlamento Europeu e pelos legislativos dos países do Mercosul. Entre os objetivos, estão a redução gradual de tarifas e a facilitação de comércio e de regras para investimentos e compras governamentais.

Fonte: Agência Brasil

Abertura de Mercado para Sementes de Beterraba do Brasil para a Nicarágua

O governo brasileiro informa que as autoridades fitossanitárias da Nicarágua autorizaram a exportação de sementes de beterraba do Brasil para aquele país

A abertura reforça o compromisso do Brasil em diversificar parcerias comerciais e projetar internacionalmente os vários setores do agronegócio brasileiro. Com cerca de 6,9 milhões de habitantes, a Nicarágua importou mais de US$ 47 milhões em produtos agropecuários do Brasil em 2024, com destaque para cereais, farinhas e preparações.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 444 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA

Com Reabertura do Mercado Europeu, ABPA Leva Agroindústrias para uma das Maiores Feiras de Alimentos do Mundo

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), levará 26 agroindústrias brasileiras para ação dos setores em meio à ANUGA 2025, uma das maiores feiras de alimentos e bebidas do mundo, que será realizada entre os dias 4 e 8 de outubro, em Colônia, Alemanha.

“A ANUGA será um ponto estratégico de reconexão com os importadores europeus e demais parceiros internacionais, de todos os continentes, em um momento simbólico para o setor. A reabertura do mercado europeu reforça a credibilidade do sistema sanitário brasileiro, e nossa participação na feira visa fortalecer esse diálogo técnico-comercial com base em ciência, sustentabilidade e segurança alimentar”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Restabelecimento da UE

A ABPA comemorou o anúncio do Ministério da Agricultura e Pecuária, ocorrido na semana passada, sobre a reabertura do mercado da União Europeia para a carne de frango exportada pelo Brasil. A suspensão estava em vigor desde a ocorrência identificada e já resolvida de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em produção comercial no Rio Grande do Sul.

Entre janeiro e maio (mês da ocorrência da enfermidade), as exportações de carne de frango para o bloco europeu alcançaram 125,3 mil toneladas, volume então 20,8% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Em receita, foram cerca de US$ 386,3 milhões, saldo 38% maior em relação ao obtido no ano anterior.

“Os primeiros embarques após a retomada já estão em águas e a expectativa é que as exportações se restabeleçam nos mesmos níveis de antes, com uma oportunidade de eventual aumento frente à demanda não atendida neste período de suspensão. Por isso, há forte expectativa quanto aos resultados desta edição da Anuga”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Veja a notícia completa em: https://apexbrasil.com.br/content/apexbrasil/br/pt/conteudo/noticias/com-reabertura-do-mercado-europeu-abpa-leva-agroindustrias-para-uma-das-maiores-feiras-de-alimentos-do-mundo.html

Fonte: Apex-Brasil

Comissão Fará Novo Debate sobre Auxílio a Exportadores Afetados por ‘Tarifaço’

A comissão de deputados e senadores que analisa a medida provisória que instituiu o Plano Brasil Soberano (MP 1309/25) promove na terça-feira (07/10), a partir das 14h30, a terceira audiência pública sobre o tema. Serão ouvidos representantes de associações das áreas de agricultura, indústria e serviços.

A audiência será interativa, confira a lista de convidados e mande suas perguntas

A medida provisória, editada em agosto, tem o objetivo de socorrer as empresas prejudicadas pelas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às exportações brasileiras.

Entre as iniciativas previstas na MP está a abertura de uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para exportadores, mudanças nas regras do seguro de crédito à exportação e a prorrogação da suspensão de tributos.

Plano de trabalho

Os debates fazem parte do plano de trabalho da comissão. Na primeira audiência pública, em 30 de setembro, os parlamentares ouviram representantes do BNDES e do Ministério da Fazenda, que abordaram, entre outros assuntos, as inovações ao crédito para exportadores.

Na segunda audiência, promovida na quarta-feira (1º), os debatedores disseram esperar que medida provisória possa abrir novos mercados para o país.

A comissão é presidida pelo deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP). O relator do colegiado é o senador Fernando Farias (MDB-AL).

Fonte: Agência Câmara Notícias

Suframa Fixa Prazos para Migração de Insumos e Produção de Resinas no PIM

Com o objetivo de regulamentar a produção e importação de compostos de resina utilizados no Polo Industrial de Manaus (PIM), a Suframa publicou, em 25 de setembro de 2025, o Ofício Circular nº 77/2025. O documento traz orientações às empresas com projetos aprovados para fabricação dos produtos-padrão 1306 e 2307, respectivamente: composto termoplástico de resina extrudado (apresentado na forma de grânulos) e composto termoplástico de resina extrudado.

De acordo com as determinações, a partir de 1º de outubro de 2025 as empresas devem cessar a importação de insumos destinados aos produtos 1306 e 2307, concentrando as operações apenas no Produto-Padrão 2319 – “Composto de Resina de Polietileno ou de Polipropileno Extrudado (apresentado na forma de grânulos)”.

Ainda conforme o ofício, a Listagem de Insumos Padrão (LIPS) dos produtos 1306 e 2307 permanecerá disponível até 31 de dezembro de 2025, com possibilidade de prorrogação por igual período, desde que haja solicitação justificada.

O superintendente-adjunto de Projetos, Leopoldo Montenegro, salienta que outro ponto relevante é que, a partir de 1º de novembro de 2025, as NCM dos tipos relacionados a polietileno e polipropileno serão excluídas dos Produtos-Padrão 1306 e 2307, devendo todos os registros de produção industrial serem feitos exclusivamente no Produto-Padrão 2319, em conformidade com a Portaria Interministerial MDIC/MCTI nº 58, de 14 de maio de 2024.

“Estamos buscando garantir mais simplicidade, clareza e padronização nos procedimentos de aquisição de insumos, e, desta forma, dar maior previsibilidade às empresas do Polo Industrial de Manaus”, explicou o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva.

Fonte: Superintendência da Zona Franca de Manaus – Suframa

Alckmin Destaca Avanços nas Negociações com os EUA e Ressalta Parceria com a Indústria

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou nesta terça-feira (30/09) a importância do trabalho conjunto entre o governo federal e o setor produtivo na defesa dos interesses comerciais brasileiros frente ao tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Convidado a participar da reunião de diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Alckmin disse que o encontro entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos EUA, Donald Trump, na ONU, foi um passo importante que terá desdobramentos para resolver o impasse tarifário.

Em sua fala, o ministro do MDIC destacou resultados positivos já alcançados nas negociações. “Se pegar essas últimas quatro semanas, foram 8% das exportações brasileiras afetadas pelo tarifaço que saíram. 4% na celulose. Agora mais 4% de madeira e móveis”, explicou.

O vice-presidente ressaltou, ainda, o papel do setor produtivo nas negociações, mencionando a missão empresarial coordenada pela CNI a Washington, no início de setembro. “Foi muito importante a ida da CNI e da delegação de empresários aos Estados Unidos. A Amcham e a US Chambers também têm ajudado, então essa parceria é muito importante para nos ajudar a resolver essa questão,” disse Alckmin, agradecendo o presidente da CNI, Ricardo Alban, pelo “empenho do setor privado brasileiro e americano”.

Coordenando o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, criado pelo governo federal para fazer frente à tarifa imposta pelos EUA, o vice-presidente realizou dezenas de reuniões com representantes de empresas brasileiras e norte-americanas para buscar soluções para o tarifaço.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a preocupação com a defesa comercial brasileira em um momento em que diversos países estão aplicando políticas protecionistas e se reposicionando globalmente. Ele também ressaltou o diálogo entre os setores públicos e privado.

“Se falamos tanto em complementariedade entre o setor público e o privado, eles têm e precisam se complementar para serem eficientes e mitigar os hiatos. Queremos transformar os desafios em oportunidades e chegarmos a discussões construtivas. A possibilidade do encontro entre os dois presidentes demostra a força dessa convergência”, disse Alban.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC

Brasil e Colômbia não Chegam a Consenso em Acordo Automotivo; Exportações Brasileiras serão Afetadas

A Colômbia não aceitou prorrogar o acordo automotivo com o Brasil, que venceu nesta terça-feira, 30, e isso vai afetar as exportações para o terceiro maior mercado de carros e veículos leves brasileiros no exterior.

Em 2024, o Brasil vendeu US$ 750 milhões em veículos leves e picapes para a Colômbia, um mercado que fica atrás apenas de Argentina e México. Com o acordo automotivo, firmado em 2017, o Brasil vendia ao país vizinho até 50 mil unidades por ano com tarifa zero. Agora, essas vendas serão taxadas em 16,1%.

Em setembro passado, a Colômbia informou o Brasil de que não tinha interesse em prorrogar o acordo, mas o governo brasileiro iniciou uma série de tratativas com o objetivo de contornar o problema.

Na semana passada, porém, em reunião de equipes técnicas em Brasília, os representantes colombianos fizeram uma contraproposta considerada inaceitável pelo setor produtivo brasileiro: reduzir a cota para 20 mil veículos por ano, além de assumir o controle unilateral sobre como administrar a entrada desses veículos.

A resposta pegou as equipes negociadoras brasileiras de surpresa, uma vez que o intuito do Ministério de Desenvolvimento e Indústria (Mdic), chefiado por Geraldo Alckmin, e do Itamaraty era ganhar tempo e, nesse tempo, convencer a Colômbia a avançar para um tratado de livre-comércio – no qual um conjunto mais amplo de mercadorias e serviços tem taxação zerada de ambos os lados.

A desconfiança do setor privado brasileiro é a de que a Colômbia está fechando a porta para o produto brasileiro e dará preferência a veículos chineses, coreanos e até americanos. O país já tem acordo de livre-comércio com Estados Unidos, Coreia do Sul e União Europeia.

Com a China, a Colômbia mantém um acordo de cooperação comercial. Todos esses países são grandes produtores de veículos e potenciais controladores de um mercado até aqui prioritariamente brasileiro.

A notícia é negativa ainda por deixar o Brasil ainda mais dependente das vendas para a Argentina, que já respondem por 60% das exportações de veículos do Brasil.

Veja a notícia completa em: https://www.estadao.com.br/economia/brasil-e-colombia-nao-chegam-a-consenso-em-acordo-automotivo-exportacoes-brasileiras-serao-afetadas/

Fonte: ESTADÃO.COM.BR