Comissão Mista do Congresso Começa a Debater MP Brasil Soberano

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) participou, nesta terça-feira (30/09), da 1ª audiência da Comissão Mista da Medida Provisória (MP) nº 1309/2025 no Senado Federal. A medida institui o Plano Brasil Soberano, de apoio às empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA.

O chefe de gabinete do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, Pedro Guerra, participou da audiência ao lado de técnicos dos ministérios da Fazenda; da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI); e da Agricultura e Pecuária (MAPA); e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

As ações da MP incluem apoio financeiro, prorrogação de prazos tributários e medidas para facilitar a aquisição púbica de produtos não exportados.

“A MP 1309 é uma medida focada, transparente e precisa, com R$ 30 bilhões destinados ao crédito do setor produtivo para girar investimentos e diversificar mercados. Estamos expandindo a política de compras governamentais e mantendo diálogo aberto com os Estados Unidos para mitigar os efeitos do Tarifaço”, destacou o chefe de gabinete, que complementou que o BNDES destinou mais R$ 10 bilhões em linha de crédito para também apoiar empresas impactadas.

As ações da Medida Provisória buscam:

– Proteger os exportadores brasileiros e preservar de empregos;

– Estimular a investimentos em setores estratégicos;

– Fortalecer o desenvolvimento econômico nacional;

– Auxiliar produtores rurais afetados pelas tarifas, com possibilidade de compra de gêneros alimentícios pelo governo;

– Mitigar os impactos econômicos causados pelas tarifas adicionais dos EUA, garantindo competitividade e apoio ao setor privado.

De acordo com Pedro Guerra, desde o anúncio das elevações tarifárias, foram realizados mais de 300 encontros com empresários de todos os setores e regiões do país, para identificar desafios, gargalos e possíveis soluções.

“Nosso esforço é transformar desafios em oportunidades, diversificar mercados e ampliar o Reintegra para garantir competitividade no mercado internacional. A colaboração entre governo, iniciativa privada e setores produtivos é essencial para abrir novos mercados e fortalecer a presença do Brasil globalmente”, concluiu.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC

Mesmo com Aumento de Isenções, 73,8% das Exportações Brasileiras Seguem Impactadas por Tarifaço

Em nota técnica divulgada nesta terça-feira (23), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 73,8% das exportações brasileiras aos Estados Unidos continuam sujeitas a tarifas adicionais, mesmo após a atualização do anexo de exceções da Ordem Executiva 14.257 do governo americano. Assim, 6.033 produtos brasileiros, de diferentes setores, seguem sobretaxados. Antes da revisão da lista de isenções, as tarifas incidiam sobre 77,8% das exportações, alcançando 6.037 produtos.

De acordo com o levantamento, a nova lista incluiu 39 produtos agora isentos das tarifas recíprocas, como minerais críticos, químicos industriais e metais preciosos e de base, e excluiu códigos referentes a produtos de cobre, sujeitos à tarifa setorial da Seção 232, além de resinas e silicones.

Desses 39, 13 foram exportados pelo Brasil em 2024, somando aproximadamente US$ 1,7 bilhão, o equivalente a 4,1% do total exportado para os Estados Unidos. Entre esses 13, três produtos passam a ser isentos de tarifas adicionais (4% do total exportado aos Estados Unidos): dois tipos de pastas químicas de madeira conífera e não conífera e ferroníquel.

Outros dez produtos, antes sujeitos à tarifa de 50%, permanecem agora sob a tarifa adicional de 40%, conforme a Ordem Executiva 14.323 (0,1% do total exportado). Destacam-se artigos de metais preciosos, além de níquel, ímãs permanentes, artigos de ouro e grafite natural.

Veja a notícia completa em: https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/economia/mesmo-com-aumento-de-isencoes-738-das-exportacoes-brasileiras-seguem-impactadas-por-tarifaco/

Fonte: Confederação Nacional da Indústria – CNI

A China Comprou US$ 12,6 Bilhões em Soja Americana no Ano Passado. Agora, é US$ 0

A soja é o maior produto americano exportado para a China em termos de valor, com US$ 12,6 bilhões no ano passado. Mas, com o início da colheita de outono (no hemisfério norte) em todo o território americano – 9% da soja plantada havia sido colhida até a semana passada -, o país que comprou 52% de todas as exportações de soja dos EUA no ano passado está completamente ausente.

O dia 1º de setembro marcou o início do novo ano comercial da soja, o ponto de partida para grandes vendas. Em vez disso, a China não compra soja americana desde maio.

A causa são as tarifas retaliatórias que a China impôs aos Estados Unidos, tornando o preço da soja americana pouco atraente para os compradores locais. Durante todo o verão, os agricultores esperavam que o governo de Donald Trump e a China chegassem a um acordo comercial que reduzisse as tarifas sobre suas safras, mas até agora não houve nenhuma melhora.

Até julho, a China comprou 51% menos soja americana do que no mesmo período do ano passado, de acordo com o Departamento de Agricultura. Outros países, como Egito, Taiwan e Bangladesh, estão comprando soja dos Estados Unidos, mas as exportações totais de soja caíram 23% este ano.

As consequências já estão se acumulando para os agricultores americanos. Na segunda-feira, o governo Trump se comprometeu a apoiar a Argentina, que enfrenta turbulências econômicas. No mesmo dia, a Argentina suspendeu o imposto sobre as exportações de várias culturas importantes, incluindo a soja. Pouco depois, empresas chinesas compraram mais de 1 milhão de toneladas de soja argentina, de acordo com a Reuters, aumentando a capacidade do país asiático de resistir à compra da safra dos Estados Unidos.

Veja a notícia completa em: https://www.estadao.com.br/economia/agronegocios/a-china-comprou-us-126-bilhoes-em-soja-americana-no-ano-passado-agora-sao-us-0/

Fonte: ESTADÃO.COM.BR

Parceria Brasil-Reino Unido Fortalece Apoio às Exportações e Cooperação Regulatória

Brasil e Reino Unido assinaram nessa segunda-feira (22/09) Memorando de Entendimento para impulsionar as exportações brasileiras por meio do compartilhamento de riscos entre as agências seguradoras de crédito dos dois países, a ABGF brasileira e a UKEF britânica. O mecanismo cria as bases operacionais para que bens e serviços exportados, particularmente aqueles que contenham valor adicionado tanto no Brasil quanto no Reino Unido, tenham o financiamento da operação segurado simultaneamente pelas duas agências, o que pode reduzir o custo dos empréstimos para o importador e, consequentemente, aumentar a competividade das exportações brasileiras apoiadas.

Um exemplo de operações dessa natureza é o de alguns modelos de aeronaves produzidas pela Embraer no Brasil, que utilizam motores importados do Reino Unido. Por meio dessa estrutura, exportações dessas aeronaves poderão contar com o apoio de ambos os países.

A assinatura aconteceu durante reunião entre autoridades do Brasil e do Reino Unido, liderada pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e pelo ministro britânico de Política Comercial e Segurança Econômica, Chris Bryant.

“Essa é uma parceria secular e demonstra o amadurecimento institucional do programa brasileiro do Seguro de Seguro de Crédito à Exportação (SCE), ao mesmo tempo em que amplia nossa capacidade de apoiar exportações brasileiras em parceria com uma das agências mais relevantes do mundo, a UKEF”, afirmou o secretário-executivo do MDIC.

Pelo lado brasileiro, assinaram o memorando Márcio Elias Rosa e a presidente da ABGF, Maíra Barbosa da Silva.

Os termos do acordo permitem que a UKEF seja acionada como seguradora principal das operações, com a ABGF podendo compartilhar o risco de maneira proporcional ao conteúdo brasileiro envolvido.

“Esse instrumento foi cuidadosamente estruturado durante meses de trabalho técnico e análise jurídica, garantindo segurança para que essa cooperação possa se materializar em operações concretas”, comenta Raquel Abdala, subsecretária de Crédito à Exportação do MDIC.

Boas práticas regulatórias

Outro memorando assinado na reunião desta segunda-feira diz respeito à adoção de boas práticas regulatórias, com objetivo de criar um ambiente mais eficiente e transparente para comércio e investimento entre os dois países.

Desde 2023, Brasil e Reino Unido vêm fortalecendo a cooperação nessa área. O documento busca alinhamento a padrões internacionais, promoção de cooperação técnica e institucional e geração de impactos positivos no desenvolvimento econômico.

Entre as iniciativas recentes estão workshops sobre sistemas regulatórios e estratégias nacionais de melhoria regulatória, seminários regionais para países da Ibero-América e do Caribe e reuniões sobre participação social, incluindo mecanismos digitais de engajamento com a sociedade.

Conformidade

Por fim, foi assinado também um Termo de Referência para criação de um Grupo de Trabalho sobre Avaliação de Conformidade. A finalidade é superar barreiras técnicas ao comércio bilateral e estudar a viabilidade de um Acordo de Reconhecimento Mútuo (ARM), reduzindo custos e ampliando o acesso a mercados.

Os encontros do GT promoverão troca de experiências e poderão fundamentar futuras negociações de instrumentos que facilitem o comércio, com base no fortalecimento da confiança regulatória bilateral.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC

ApexBrasil Lança Estudo sobre Oportunidades de Exportação e Investimentos no Amapá

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou o estudo Oportunidades de Exportação e Investimentos – Amapá, dentro do ciclo dos Estudos Estaduais, que apoiam as unidades federativas em seus esforços de promoção de exportações e atração de investimentos estrangeiros.

O levantamento revela o papel estratégico do Brasil no comércio global, com destaque para o estado do Amapá. No contexto regional, o estado se consolidou como o sexto maior exportador da região Norte, com US$ 161,3 milhões em vendas externas, sendo o vigésimo sexto do Brasil.

O estado do Amapá se destacou pela exportação de produtos de indústrias de transformação, que representaram 87,5% das suas vendas externas em 2024, seguidas pela indústria extrativa (11,1%) e agropecuária (1,1%). Os principais produtos exportados são madeira em estilhas ou partículas (48% do total), açúcares, leite e derivados, minérios, frutas e sucos. O município de Santana respondeu por 86,9% das exportações, impulsionado pela presença do porto. Quanto aos destinos, se destacam Venezuela (18,3%), Portugal, Espanha, Dinamarca e Irlanda (38,1%), Japão, China e Emirados Árabes Unidos (24,6%), além dos Estados Unidos (10,1%) e Austrália (1,4%).

“O estudo mostra que o Amapá tem potencial real para ampliar sua inserção internacional, diversificando a pauta exportadora e atraindo novos investimentos. Nosso objetivo é apoiar as empresas locais e o governo do estado a transformar essas oportunidades em resultados concretos, fortalecendo a economia amapaense e gerando emprego e renda para a população” comentou Pedro Netto, representante regional da ApexBrasil na região norte.

Oportunidades para produtos amapaenses

O mapa de oportunidades da ApexBrasil identificou 1.437 oportunidades de exportação de produtos amapaenses em 60 setores, com destaque para madeira parcialmente trabalhada e dormentes de madeira, legumes e tubérculos preparados ou conservados, produtos hortícolas frescos ou refrigerados e roupas femininas e infantis. Os mercados mais promissores incluem Paraguai, Uruguai, Chile, Argentina, Colômbia, Equador, Bolívia, Portugal e Estados Unidos.

Além disso, o estudo ressalta setores com estrutura produtiva local, mas baixa inserção internacional, como fabricação de produtos cerâmicos e fabricação de conservas de frutas e legumes, que apresentam capacidade de oferta e potencial de geração de emprego e renda. Além disso, a publicação aponta como tendências o fortalecimento das relações comerciais com China, Europa e América do Sul, a consolidação do setor de madeiras e a expansão dos setores de açúcares, leite, gorduras e óleos vegetais, além de minérios.

Investimentos estrangeiros

Entre 2019 e 2024, foram anunciados US$ 206,2 milhões em investimentos no estado, com destaque para o setor de utilidades públicas (energia renovável), da empresa francesa Voltalia em Oiapoque. Os setores com maior potencial de atração de investimentos incluem construção, comércio atacadista, gestão e tratamento de resíduos e utilidades públicas. Os principais países com potencial investidor são Estados Unidos, Japão, França, Itália, Espanha e Portugal.

Os Estudos Estaduais reúnem análises sobre o panorama econômico de cada Unidade da Federação, informações de comércio exterior, setores com potencial de exportação, panorama de investimentos e oportunidades de atração de IED. São conteúdos estratégicos para governos estaduais, entidades empresariais e empresas locais que desejam expandir seus negócios no mercado internacional.

Em 2025 já foram lançados os estudos com foco no Ceará, Maranhão, Alagoas, Tocantins, Bahia, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro e agora no Amapá.

Fonte: Apex-Brasil

Brasil Destaca Inovação e Sustentabilidade em Fórum de Negócios Indonésia-América Latina e Caribe

O 7º Fórum de Negócios Indonésia-América Latina e Caribe (INA-LAC Business Forum) 2025 começou nesta segunda-feira (22/9), em São Paulo, com a presença do secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa. O encontro reúne autoridades e empresários para ampliar parcerias, estimular investimentos e consolidar o Brasil como uma potência inovadora e sustentável.

“A Indonésia é uma potência emergente e um parceiro natural para o Brasil. Compartilhamos afinidades culturais, políticas e econômicas que fortalecem nossa relação de confiança”, afirmou o secretário-executivo, ao destacar o papel estratégico da parceria entre os dois países.

Promovida anualmente pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Indonésia, a Missão Empresarial INA-LAC busca fortalecer a cooperação econômica e comercial entre a Indonésia e os países da América Latina e do Caribe (ALC). O fórum facilita novas redes de negócios, ajuda a superar barreiras comerciais e amplia as oportunidades em setores como alimentos, têxteis, energia e automotivo.

Segundo Márcio Elias Rosa, “o Brasil vive um momento de estabilidade e confiança, criando condições atrativas para novos investimentos”. Ele lembrou que o país registra PIB em crescimento, inflação em queda e desemprego no menor nível desde 2012, além de avanços estruturais como o Novo PAC – que prevê R$ 1,7 trilhão em investimentos -, a Reforma Tributária e o Plano de Transição Ecológica.

O secretário também ressaltou a agenda industrial e tecnológica: “O Brasil aposta na inovação e na descarbonização, consolidando sua liderança global em energias limpas”. Entre os destaques estão a Nova Indústria Brasil, o Programa Mover e o RenovaBio, além da recente adoção da mistura obrigatória de 30% de etanol na gasolina e 15% de biodiesel no diesel.

Em 2024, o comércio bilateral somou US$ 6,34 bilhões, com potencial de expansão em setores de maior valor agregado. “Queremos diversificar as trocas e explorar toda a complementaridade das nossas economias. Brasil, Indonésia e Congo são guardiões das maiores florestas tropicais do mundo. Temos a responsabilidade conjunta de conciliar conservação e desenvolvimento e de mostrar ao mundo que é possível proteger e valorizar nossos biomas com justiça climática”, completou Rosa.

Durante sua participação, Rosa também destacou os investimentos recíprocos, como o megacomplexo de celulose da Bracell em Mato Grosso do Sul e os projetos em níquel e cobre na Indonésia. “São iniciativas que integram cadeias globais de valor e reforçam nossa confiança mútua”, afirmou.

Encerrando sua participação, Márcio Elias Rosa reforçou o espírito do encontro: “Se eu pudesse resumir nossa relação em uma palavra, seria parceria. Entre governos, empresas e povos. O Brasil enxerga a Indonésia como um parceiro de longo prazo, admira sua cultura, sua natureza e a resiliência de seu povo. Que este Fórum seja lembrado como um marco de amizade renovada e de confiança recíproca”.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços – MDIC

Brasil e Canadá Fortalecem Relações Comerciais com Lançamento de Estudo Inédito durante Missão em Toronto

A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) realizou na última semana uma missão empresarial ao Canadá, liderada pela diretora de Negócios, Ana Repezza, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Brazil-Canada Chamber of Commerce (BCCC). A programação incluiu rodadas de negócios entre empresas dos dois países, visitas técnicas e o lançamento do primeiro “Panorama de Comércio e Investimentos Brasil – Canadá 2025”, elaborado em conjunto com a Embaixada do Brasil no Canadá e a Embaixada do Canadá no Brasil.

A publicação inédita destaca que Brasil e Canadá, ambos entre as dez maiores economias do mundo, compartilham compromisso com a sustentabilidade e ampla complementaridade econômica. Além de possuírem vastos territórios e riqueza em recursos naturais, ambos os países têm valores comuns, como a diversidade cultural – incluindo o respeito às comunidades indígenas – e a importância de ambientes de negócios baseados em regras claras e previsíveis.

Segundo o estudo, mesmo diante de sucessivos recordes, ainda há amplo espaço para expansão no comércio bilateral. Em 2024, as exportações brasileiras ao Canadá somaram US$ 6,3 bilhões, com fluxo comercial de US$ 9,1 bilhões. Até agosto de 2025, o Brasil já exportou US$ 4,5 bilhões, cerca de 16% de crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior.

Atualmente, a pauta de exportações brasileiras para o país é concentrada em ouro e alumina, enquanto o Canadá se destaca na venda de fertilizantes para o Brasil. O estudo aponta, no entanto, oportunidades em segmentos como frutas, amendoim, suco de laranja, café torrado, pescados, mel natural, vinhos, móveis e materiais de construção. Muitos desses produtos já atendem a requisitos rigorosos de acesso ao mercado norte-americano e têm alto potencial de inserção no mercado canadense, reconhecido por seu poder aquisitivo e exigência de qualidade.

Além da análise, a missão incluiu rodadas de negócios que reuniram, somente no primeiro dia, 25 empresas e entidades brasileiras e 40 compradores canadenses, reforçando a disposição de diversificação comercial entre os dois países.

“Este é um momento mais que oportuno para intensificar nossa presença no Canadá. O cenário internacional exige que o Brasil diversifique mercados, em um contexto de turbulência tarifária com os Estados Unidos e da retomada das negociações do Acordo Mercosul-Canadá, com perspectivas de concretização de negócios mapeados nos próximos meses”, destacou Ana Repezza.

O gerente de Inteligência da ApexBrasil, Gustavo Ribeiro, ressaltou que o relatório compõe estratégias de longo prazo ampliar as oportunidades de empresas brasileiras no mercado norte-americano

“O ‘Panorama’ mostra que, além dos setores tradicionais como mineração, siderurgia e aeronáutico, há espaço para que o Brasil conquiste novos nichos no Canadá, em áreas como biocombustíveis e energias renováveis, além de ampliar a presença de alimentos e bens de consumo. O mercado canadense é sofisticado e oferece espaço para produtos brasileiros de qualidade”, afirmou.

A missão no Canadá contou ainda com a participação dos representantes da ApexBrasil na América do Norte, Igor Brandão, General Manager do Escritório da ApexBrasil (EA) Miami, e Emanuel Teixeira, representante do EA São Francisco, reforçando a estratégia de integração entre América do Norte e Brasil para potencializar novas oportunidades de comércio e investimento.

Fonte:Apex-Brasil

Brasil Lidera Publicação da Brochura Internacional da OCDE sobre o Mamão

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicou, em seu portal oficial, a brochura internacional de classificação e qualidade para o mamão, coordenada pelo Brasil por meio do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O documento representa um avanço estratégico para a padronização da fiscalização do produto no comércio internacional.

A iniciativa, proposta pelo Brasil, buscou harmonizar critérios de qualidade e identidade do mamão, garantindo maior previsibilidade e transparência nas transações comerciais. Esses parâmetros técnicos servirão de referência para importadores e exportadores, reduzindo barreiras não tarifárias e fortalecendo a competitividade da fruticultura nacional em mercados exigentes.

Para o diretor do Dipov, Hugo Caruso, a importância do trabalho conduzido pelo Mapa e o impacto da brochura para o setor produtivo. “A publicação dessa brochura representa um marco para a fruticultura nacional, pois garante que o mamão brasileiro, reconhecido pela sua qualidade, seja avaliado de acordo com padrões internacionais de excelência. Trata-se de uma vitória para a agricultura brasileira e para nossos exportadores”, destacou Caruso.

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores mundiais de mamão, com destaque para os estados do Espírito Santo, Bahia e Rio Grande do Norte. A brochura contribuirá diretamente para facilitar o acesso a mercados, apoiar ações de fiscalização e inspeção do Mapa e ampliar a competitividade do setor.

Essa conquista soma-se a outros esforços da SDA e do Dipov no âmbito do Esquema de Frutas e Hortaliças da OCDE, em que o Brasil exerce papel de protagonismo técnico, coordenando propostas de novos produtos e colaborando para a atualização de referências normativas internacionais.

O que são as brochuras da OCDE

As brochuras da OCDE reúnem imagens e descrições que caracterizam de forma precisa os defeitos e as características essenciais dos produtos hortícolas. São ferramentas fundamentais para que inspetores de qualquer parte do mundo possam classificar os produtos de forma padronizada e emitir certificados com base em critérios objetivos e harmonizados.

Esses documentos também favorecem o comércio internacional, ao permitir que compradores e consumidores reconheçam produtos de maior qualidade, ampliando a confiança nas transações e garantindo melhor experiência de consumo.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA

Corrente de Comércio Brasileiro Chega a US$ 437,1 Bi de Janeiro até a 2º Semana de Setembro

Na 2ª semana de setembro de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,3 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,5 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,9 bilhões e importações de US$ 5,6 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 13,3 bilhões e as importações, US$ 11,5 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,76 bilhão e corrente de comércio de US$ 24,8 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 240,8 bilhões e as importações, US$ 196,3 bilhões, com saldo positivo de US$ 44,6 bilhões e corrente de comércio de US$ 437,1 bilhões. Esses e outros resultados foram divulgados nesta segunda-feira (15/9) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

No comparativo mensal das exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de setembro/2025 (US$ 1,326 bi) com a de setembro/2024 (US$ 1,355 bi), houve queda de 2,2%. Em relação às importações houve crescimento de 3,3% na comparação entre as médias até a 2ª semana de setembro/2025 (US$ 1,150 bi) com a do mês de setembro/2024 (US$ 1,113 bi).

Assim, até a 2ª semana de setembro/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.476 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 176,02 milhões. Comparando-se este período com a média de setembro/2024, houve crescimento de 0,3% na corrente de comércio.

Exportações e importações por Setor

No acumulado até a 2ª semana do mês de setembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: queda de US$ 10,73 milhões (4,0%) em Agropecuária; de US$ 3,07 milhões (1,1%) em Indústria Extrativa e de US$ 22,02 milhões (2,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 2ª semana do mês de setembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 50,89 milhões (5,0%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 2,45 milhões (11,1%) em Agropecuária e de US$ 6,55 milhões (8,9%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC

Abertura de Mercado para Produto Agropecuário do Brasil em Singapura

O governo brasileiro informa ter recebido das autoridades sanitárias de Singapura a autorização para exportar sebo bovino destinado ao uso industrial, inclusive para a produção de biocombustíveis.

Em 2024, Singapura importou mais de US$680 milhões em produtos agropecuários do Brasil. Os principais produtos brasileiros exportados foram carnes, artigos do complexo sucroalacooleiro e demais produtos de origem animal.

A abertura fortalece as relações comerciais com Singapura, importante polo logístico e financeiro da Ásia. O país tem crescente demanda por insumos destinados à produção de energia renovável, setor em que o Brasil tem capacidade de fornecer matérias-primas de forma competitiva e sustentável.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 435 aberturas de mercado desde 2023, em 72 destinos.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA