Brasil e Chile Modernizam e Simplificam Regras de Comércio Exterior

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lança o manual sobre o novo regime de origem do Acordo de Complementação Econômica nº 35 (ACE-35). As novas regras entrarão em vigor no dia 30 de setembro e ofereçam menos burocracia, mais segurança e mais oportunidades para os exportadores brasileiros.

O Chile já é o 8º maior destino das exportações brasileiras e o Brasil figura como o 3º principal parceiro comercial chileno. Agora, com o 69º Protocolo Adicional ao ACE-35, aprovado por Brasil, Argentina e Chile, essa relação ganha ainda mais previsibilidade e competitividade.”Essa publicação reforça o esforço do MDIC em tornas as regras mais acessíveis aos operadores de comércio. O objetivo é ampliar o aproveitamento das vantagens previstas nos acordos comerciais com os nossos vizinhos”, destaca a Secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres.Entre as principais novidades do novo regime estão:

– Autodeclaração de origem: o exportador poderá atestar a origem da mercadoria, sem necessidade de certificados de origem;

– Digitalização e simplificação de processos, reduzindo custos e tempo;

– Harmonização de regras com o Mercosul, que gera ganhos de escala e maior previsibilidade;

– Alinhamento às melhores práticas internacionais;

– Mais segurança jurídica e competitividade para os operadores comerciais .

O Manual de Regras de Origem do ACE-35 já está disponível para guiar empresas, trabalhadores e sociedade sobre como funcionará esse novo capítulo do comércio exterior.

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC

Exportações do Agro Somam US$ 14,29 Bilhões em Agosto e mantêm Trajetória Positiva

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 14,29 bilhões em agosto de 2025, alta de 1,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado foi garantido pelo aumento de 5,1% no volume embarcado, que compensou a queda de 3,4% nos preços médios internacionais.

Soja em grãos, carne bovina in natura e milho responderam pela maior parte do crescimento. A soja registrou embarques de 9,3 milhões de toneladas, 16,2% acima de agosto de 2024, gerando US$ 3,88 bilhões em receitas (+11%). A carne bovina alcançou 268 mil toneladas, alta de 23,5% em relação ao ano anterior, somando US$ 1,5 bilhão (+56%). Já o milho totalizou 6,8 milhões de toneladas, crescimento de 12,9%, movimentando US$ 1,36 bilhão (+17%).

Além dos produtos tradicionais da pauta exportadora, alguns itens alcançaram em agosto o melhor desempenho da série histórica, resultado da estratégia de diversificação de mercados. O sebo bovino registrou exportações de 64,7 mil toneladas, alta de 17,2% em relação a agosto de 2024, que totalizaram US$ 74,1 milhões (+36,4%), maior valor e volume já embarcados para o mês. As sementes de oleaginosas (excluindo soja) atingiram 68,5 mil toneladas, crescimento de 10%, com receitas de US$ 71,3 milhões (+16,5%), ambos em patamar recorde. Os feijões somaram 58,4 mil toneladas, crescimento de 29%, movimentando US$ 49,5 milhões (+27,5%). Já as rações para animais domésticos alcançaram US$ 35,9 milhões, crescimento de 22,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, também recorde para o mês. Outro destaque foi o óleo de amendoim, que cresceu de 2,9 mil toneladas em agosto de 2024 para 13,3 mil toneladas em agosto de 2025, crescimento de 358%, com receita de US$ 20 milhões (+573,4%).

Expansão geográfica dos destinos

A China segue como a maior compradora de produtos agropecuários brasileiros, com US$ 5,12 bilhões, (alta de 32,9% em relação a agosto de 2024), o que representou 35,8% de toda a pauta exportadora do setor. Seguida pela União Europeia, com US$ 1,9 bilhão.

Já entre os mercados em expansão, destacam-se o México, com US$339 milhões, segundo maior parceiro comercial do Brasil na América Latina, que em relação a agosto de 2024, quase dobrou as importações (+91,9%), liderado principalmente pelas carnes, e o Egito, com US$342 milhões, alta de 14% nas compras, impulsionadas pelo milho. Vale mencionar ainda o crescimento das vendas para países da Ásia, como a Índia (+37,3%) e a Tailândia (+9,5).

Os resultados de agosto refletem a estratégia de abertura e diversificação de mercados conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Somente em agosto de 2025 foram abertos 22 novos mercados e, desde agosto do ano passado, o número de destinos habilitados passou de 58 para 72. Esse avanço é resultado direto das 55 missões internacionais de negociação e promoção comercial realizadas em 2025, que têm ampliado o acesso para diferentes cadeias produtivas.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA

Brasil Marca Presença em Eventos Voltados ao Comércio de Gergelim e Alimentos em Istambul

O Brasil marcou presença em dois importantes eventos realizados em Istambul, na Turquia, entre os dias 2 e 7 de setembro: a World Sesame & Peanut Conference 2025 e a feira WorldFood Istanbul 2025.

Na conferência dedicada ao gergelim e ao amendoim, realizada de 5 a 7 de setembro, produtores, exportadores e compradores internacionais discutiram o cenário atual e as perspectivas do setor. A delegação brasileira foi composta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pelo Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe) e seus associados.

Hoje, o Brasil é o sétimo maior exportador mundial de gergelim, com 5,31% de participação no comércio global. Em 2024, as exportações brasileiras da semente somaram cerca de US$ 348 milhões, um crescimento de mais de 58% em valor na comparação com 2023, impulsionado pela demanda internacional. Durante os debates, foi destacada a importância da consolidação da cadeia produtiva nacional e a relevância da recente abertura do mercado chinês para o produto brasileiro, que altera a dinâmica de fornecimento no maior destino importador, 38,4% da produção mundial.

Paralelamente, de 2 a 5 de setembro, o Brasil participou também da WorldFood Istanbul 2025, uma das maiores feiras de alimentos e bebidas da região euro-asiática. No pavilhão organizado pelo Mapa em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, 19 empresas brasileiras apresentaram cafés, pimentas, castanhas, mel, doces, feijões, amendoim, chia, gergelim e açaí.

O espaço contou com a presença do embaixador do Brasil na Turquia, Ruy Amaral, e do adido agrícola, Diego Rodrigues, que atuou no apoio às empresas, facilitando o acesso ao evento e a aproximação com importadores locais.

Durante a feira, o Ibrafe promoveu, com apoio da ApexBrasil e do Mapa, um encontro entre exportadores e compradores turcos de pulses e gergelim, reunindo cerca de 50 participantes.

A participação brasileira nos dois eventos reforçou o compromisso do país em ampliar mercados, diversificar destinos e fortalecer sua imagem como fornecedor confiável de alimentos. A presença em feiras e conferências internacionais é considerada estratégica para aumentar a visibilidade do agronegócio nacional, aproximar produtores e importadores e abrir novas frentes para a pauta exportadora.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA

Brasil tem 13 Vezes mais Empresas que Importam do que Exportam para a China

Embora a China seja o país que mais compra produtos do Brasil no exterior, há mais empresas brasileiras que importam do que exportam nas trocas comerciais com o gigante asiático. Esta é uma das descobertas de um estudo sobre o perfil socioeconômico do comércio entre os dois países, feito pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) em parceria com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

São mais de 40 mil empresas que importam da China, entre lojas do varejo, atacadistas, tradings e indústrias, contra menos de 3 mil que exportam ao país. Enquanto há uma grande diversidade de produtos manufaturados e insumos industriais importados pelo Brasil da China, as vendas ao gigante asiático são concentradas em um número bem menor de fornecedores de produtos primários. Somente três produtos – soja, minério de ferro e petróleo – representaram três quartos do total vendido à China no ano passado.

É bem maior o número de empresas brasileiras que exportam para o Mercosul (11,7 mil), os Estados Unidos (9,6 mil) e a União Europeia (8,6 mil), ainda que, no montante em dólares, estes mercados comprem menos do Brasil.

Já quando se olha para as importações, o total de empresas que trazem produtos da China – 40.059, em número preciso de 2024 – é quase dez vezes superior ao número de importadores de produtos do Mercosul, o triplo dos Estados Unidos e o dobro da União Europeia. Desde 2000, o número de importadores de produtos chineses no Brasil foi ampliado em 11 vezes.

Veja a notícia completa em: https://www.estadao.com.br/economia/brasil-13-vezes-mais-empresas-importam-exportam-china/

Fonte: ESTADÃO.COM.BR

Exportações de Veículos Automotores tem Alta em Agosto

Balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgado na manhã desta terça-feira (09/09), mostrou que houve exportação de 57,1 mil unidades em agosto deste ano. O volume representa uma alta de 19,3% sobre julho e de 49,3% sobre o mesmo mês do ano passado.

O acumulado de janeiro a agosto somou 313,3 mil unidades, 12,1% acima das exportações nos primeiros oito meses de 2024.

“O crescimento da nossa produção nos últimos meses decorre da maior presença de nossas associadas no mercado externo”, disse, em nota, Igor Calvet, presidente da Anfavea.

Em agosto, as fábricas brasileiras produziram 247 mil autoveículos, o que significa um aumento de 3% em relação ao mês anterior e uma queda de 4,8% ante agosto do ano passado. No ano, são 1,743 milhão de unidades produzidas, alta de 6% sobre 2024.

Em agosto, o total de emplacamentos foi de 225,4 mil autoveículos. O acumulado de emplacamentos deste ano é 1,668 milhão de autoveículos, 2,8% a mais do que nos primeiros oito meses de 2024.

As vendas de modelos nacionais no varejo caíram 9,3% no ano, ante um crescimento de 17,3% dos importados. Mesmo nas vendas diretas, os nacionais cresceram 12,4%, abaixo dos 13,8% de alta dos estrangeiros.

Houve crescimento dos emplacamentos de modelos eletrificados nacionais: eles representaram 25% das vendas totais de híbridos e elétricos no ano.

Segundo a Anfavea, entre todos os segmentos de autoveículos, o que mais sofre os efeitos dos juros elevados, da alta inadimplência e da desaceleração da atividade econômica é o de caminhões. Em agosto, pela primeira vez houve queda na produção acumulada em relação a 2024.

“O recuo é apenas 1%, mas indica uma inversão da curva de crescimento que se mantinha ao longo dos primeiros sete meses do ano”, informou a entidade.

Fonte: Agência Brasil

Brasil e Costa Rica Fortalecem Cooperação Agrícola e Ampliam Comércio Bilateral

Após dois dias de missão oficial à Costa Rica, encerrada no dia 29 de agosto e voltada ao fortalecimento das relações bilaterais e à ampliação da cooperação agrícola entre os dois países, a delegação brasileira liderada por Augusto Luis Billi, diretor de Negociações Não-Tarifárias e de Sustentabilidade da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), acompanhado por Danilo Tadashi Tagami Kamimura, coordenador-geral de Temas Sanitários e Fitossanitários, e pela adida agrícola em San José, Priscila Rech Moser, conquistou avanços concretos com a abertura do mercado costarriquenho para subprodutos bovinos destinados à alimentação animal e milho de pipoca do Brasil, além da autorização para a entrada de sementes de quiabo e de aspargo da Costa Rica no mercado brasileiro.

A missão incluiu reunião bilateral com o diretor do Serviço Fitossanitário do Estado (SFE), e o diretor-geral do Serviço Nacional de Saúde Animal (Senasa), ocasião em que foram discutidos avanços em temas como carnes, material genético, farinhas, mel e cooperação técnica.

A delegação brasileira também esteve na sede do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), onde foi recebida pelo diretor-geral, Manuel Otero, e pelo vice-diretor-geral, Lloyd Day. O encontro tratou da integração regional e dos preparativos para a Junta Interamericana de Agricultura (JIA), que será realizada no Brasil em novembro, antecedendo a COP 30.

No IICA, os representantes conheceram ainda o Centro de Interpretação para a Agricultura e a Inovação (Cimag), espaço interativo de 400 m² dedicado à agricultura digital e às tecnologias aplicadas ao campo, que combina recursos de realidade aumentada, inteligência artificial e simulações digitais.

Com cerca de 5,2 milhões de habitantes, a Costa Rica importou mais de US$ 272 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024, com destaque para cereais, farinhas e preparações. O fortalecimento da relação comercial com o país e a diversificação da pauta exportadora fortalece a presença brasileira no mercado local e amplia o potencial de comércio bilateral.

A missão reforçou o empenho do Brasil e da Costa Rica em ampliar parcerias agropecuárias, diversificar mercados e fortalecer a cooperação técnica em favor do desenvolvimento sustentável de ambos os países.

Fonte:Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA

China Importa mais e Superávit da Balança Brasileira Pós-Tarifaço Cresce

Só em agosto, período em que as tarifas impostas por Donald Trump entraram em vigor, as compras que a China fez de produtos brasileiros cresceram 29,9%. Os resultados mais recentes da balança comercial foram divulgados nesta quinta (04/09) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

As exportações para a China, Hong Kong e Macau no mês de agosto somaram US$ 9,60 bilhões. As importações diminuíram -5,8% e totalizaram US$ 5,54 bilhões. Assim, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 4,06 bilhões e a corrente de comércio aumentou 14,1% alcançando US$ 15,13 bilhões.

No período de janeiro a agosto deste ano, o acumulado das vendas para o exterior – US$ 227,6 bilhões – bateu o recorde da série histórica. Já as importações alcançaram US$ 184,8 bilhões, fazendo com que a corrente de comércio também batesse recorde do período, com 412,4 bilhões.

Na comparação ao mesmo período de 2024, a soma das exportações brasileiras para o mundo cresceu 0,5%. Já as exportações para os Estados Unidos, em agosto, pós-tarifaço de Donald Trump, caíram -18,5% e somaram US$ 2,76 bilhões.

Esses e outros resultados foram apresentados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), nesta quinta-feira (4/9), durante coletiva da Balança Comercial, relativa aos resultados de agosto.

No mês, as exportações somaram US$ 29,9 bilhões e as importações, US$ 23,8 bilhões, com saldo positivo de US$ 6,1 bilhões e corrente de comércio de US$ 53,6 bilhões.

Nos comparativos totais somente do mês de agosto/2025 (US$ 29,86 bilhões), nas exportações, comparados com agosto/2024 (US$ 28,74 bilhões), houve crescimento de 3,9%. Em relação às importações, houve queda de 2% na comparação entre agosto/2025 (US$ 23,73 bilhões) e agosto/2024 (US$ 24,22 bilhões).

Assim, em agosto a corrente de comércio totalizou US$ 53,59 bilhões e o saldo foi de US$ 6,13 bilhões. Comparando-se este período com o de agosto/2024, houve crescimento de 1,2%.

Já nos comparativos totais das exportações, de janeiro/agosto 2025 (US$ 227,6 bilhões), comparado com o de janeiro/agosto 2024 (US$ 226,5 bilhões) houve crescimento de 0,5%. Em relação às importações, o crescimento de 6,9%, saltando de US$ 172,9 bilhões em janeiro/agosto 2024 para US$ 184,77 bilhões em janeiro/agosto 2025. A corrente de comércio de US$ 412,35 bilhões representou crescimento de 3,2% na comparação entre estes períodos.

Exportações por Setor

No mês de agosto/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,51 bilhões (8,3%) em Agropecuária e de US$ 0,74 bilhões (11,3%) em Indústria Extrativa; houve queda de US$ 0,14 bilhões (0,9%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado de janeiro/agosto 2025, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,23 bilhões (0,4%) em Agropecuária e de US$ 4,69 bilhões (4,0%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 4,01 bilhões (7,2%) em Indústria Extrativa.

Importações por Setor

No mês de agosto/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,7 milhão (0,4%) em Agropecuária e de crescimento de US$ 0,37 bilhão (26,5%) em Indústria Extrativa; houve queda de US$ 0,85 bilhão (3,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado de janeiro/agosto 2025, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,35 bilhões (9,2%) em Agropecuária e de US$ 13,92 bilhões (8,9%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 2,42 bilhões (21,6%) em Indústria Extrativa.

Fonte:Agência GOV

Exportações Brasileiras Alcançam US$ 227,6 Bi Batem Recorde para o Período de Janeiro a Agosto

As exportações brasileiras somaram US$ 227,6 bilhões de janeiro a agosto deste ano, crescendo 0,5% em relação ao mesmo período de 2024 e batendo o recorde da série histórica para os primeiros oito meses do ano. Já as importações alcançaram US$ 184,8 bilhões, fazendo com que a corrente de comércio também batesse recorde do período, com 412,4 bilhões.

Esses e outros resultados foram apresentados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), nesta quinta-feira (4/9), durante coletiva da Balança Comercial, relativa aos resultados de agosto.

No mês, as exportações somaram US$ 29,9 bilhões e as importações, US$ 23,8 bilhões, com saldo positivo de US$ 6,1 bilhões e corrente de comércio de US$ 53,6 bilhões.

Nos comparativos totais somente do mês de agosto/2025 (US$ 29,86 bilhões), nas exportações, comparados com agosto/2024 (US$ 28,74 bilhões), houve crescimento de 3,9%. Em relação às importações, houve queda de 2% na comparação entre agosto/2025 (US$ 23,73 bilhões) e agosto/2024 (US$ 24,22 bilhões).

Assim, em agosto a corrente de comércio totalizou US$ 53,59 bilhões e o saldo foi de US$ 6,13 bilhões. Comparando-se este período com o de agosto/2024, houve crescimento de 1,2%.

Já nos comparativos totais das exportações, de janeiro/agosto 2025 (US$ 227,6 bilhões), comparado com o de janeiro/agosto 2024 (US$ 226,5 bilhões) houve crescimento de 0,5%. Em relação às importações, o crescimento de 6,9%, saltando de US$ 172,9 bilhões em janeiro/agosto 2024 para US$ 184,77 bilhões em janeiro/agosto 2025. A corrente de comércio de US$ 412,35 bilhões representou crescimento de 3,2% na comparação entre estes períodos.

Exportações por Setor

No mês de agosto/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,51 bilhões (8,3%) em Agropecuária e de US$ 0,74 bilhões (11,3%) em Indústria Extrativa; houve queda de US$ 0,14 bilhões (0,9%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado de janeiro/agosto 2025, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,23 bilhões (0,4%) em Agropecuária e de US$ 4,69 bilhões (4,0%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 4,01 bilhões (7,2%) em Indústria Extrativa.

Importações por Setor

No mês de agosto/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,7 milhão (0,4%) em Agropecuária e de crescimento de US$ 0,37 bilhão (26,5%) em Indústria Extrativa; houve queda de US$ 0,85 bilhão (3,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado de janeiro/agosto 2025, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,35 bilhões (9,2%) em Agropecuária e de US$ 13,92 bilhões (8,9%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 2,42 bilhões (21,6%) em Indústria Extrativa.

Fonte:Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC

Abertura de Mercado para Produtos Agropecuários do Brasil no Japão

O governo brasileiro e o governo do Japão concluíram negociação sanitária para a autorização da exportação de produtos à base de gordura de aves, suínos e bovinos para aquele país.

Com 125 milhões de habitantes, o Japão é hoje a terceira maior economia do mundo e foi o 7º maior destino dos produtos agrícolas brasileiros em 2024, com exportações que totalizaram US$ 3,3 bilhões. De janeiro a julho de 2025, as vendas de produtos agrícolas para o país somaram US$ 1,8 bilhão.

A abertura para os produtos à base de gordura de aves, suínos e bovinos, utilizados como ingredientes na fabricação de ração animal e “pet food”, amplia a presença brasileira em um dos mercados mais exigentes do mundo. O Brasil, que já figura como grande fornecedor de soja e milho, passa a consolidar-se também como exportador de matéria-prima animal para rações, fortalecendo sua posição como parceiro estratégico no abastecimento do Japão.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 422 novos acessos de mercado durante a atual gestão em 71 destinos.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA

Governo Federal Prorroga Alíquota de Importação da Borracha Natural até 2027

Em reunião do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), o Governo Federal aprovou a prorrogação, por mais 24 meses (até agosto de 2027), da alíquota de 10,8% aplicada à importação de borracha natural pelo Brasil. A decisão atende a demandas de produtores e entidades representativas do setor, como a Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha Natural (APABOR) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A medida fortalece a política comercial brasileira ao proteger a indústria nacional da concorrência de países do Sudeste Asiático, reduzir impactos sobre a heveicultura e incentivar a produção interna, contribuindo para maior equilíbrio de mercado.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (SPA/Mapa), Guilherme Campos, destacou a importância da decisão para a valorização da borracha nacional promovendo o desenvolvimento e autossuficiência do setor. “Foi mantida a alíquota de 10,8% que já estava em vigor, por mais dois anos, protegendo o produtor nacional da concorrência predatória praticada, sobretudo, por países da Ásia. Essa é uma ação estratégica, que dará mais segurança e previsibilidade ao produtor brasileiro,” afirmou.

Ele ressaltou ainda os efeitos socioeconômicos da medida. “A heveicultura é uma atividade intensiva em mão de obra, que contribui para a fixação do trabalhador no campo e assegura boa remuneração. Com essa decisão, fortalecemos o setor, ampliamos as perspectivas de emprego e renda e estimulamos investimentos em plantações sustentáveis,” completou.

A prorrogação da alíquota contribui diretamente para a valorização da produção nacional, garantindo melhores condições de preço ao produtor brasileiro e estimulando a produção interna até alcançar a autossuficiência. Atualmente, ainda há uma dependência de 40% a 50% da borracha importada para atender à demanda do país.

Segundo dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa (SCRI), o Brasil produz em média mais de 370 mil toneladas anuais de borracha natural. São Paulo responde por mais de 60% desse volume, seguido por estados como Minas Gerais, Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Espírito Santo. Nos últimos cinco anos, a produção nacional supriu, em média, 57% da demanda interna. No mesmo período, os principais fornecedores externos foram Indonésia, Tailândia, Costa do Marfim e Malásia.

Com a prorrogação, o Governo Federal espera ampliar a renda dos produtores, estimular a expansão das áreas cultivadas e avançar rumo à autossuficiência. A decisão também está alinhada ao Plano Nacional de Fomento à Borracha Natural, que promove a bioeconomia, incentiva práticas sustentáveis e reforça a competitividade do setor.

Leia a deliberação em: https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/camex/outros-documentos/deliberacoes/deliberacoes-da-228a-reuniao-ordinaria-do-comite-executivo-de-gestao-gecex

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA